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06 Janeiro de 2020 | 10h33 - Actualizado em 06 Janeiro de 2020 | 19h20

UE reconhece Juan Guaidó como legítimo presidente do parlamento

Bruxelas - A União Europeia (UE) disse domingo que continua a reconhecer Juan Guaidó como presidente legítimo da Assembleia Nacional da Venezuela, depois deste ter sido impedido de entrar no parlamento para participar na eleição da nova presidência do órgão, noticiou a Lusa.

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Bandeira da União Europeia

Foto: Rosário dos Santos

"A UE continua a reconhecer Juan Guaidó como o legítimo Presidente da Assembleia Nacional até que sejam asseguradas as condições para uma votação adequada", adiantou, em comunicado, o porta-voz para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança do Serviço Europeu de Acção Externa (EEAS, na sigla em inglês), Peter Stano.

O parlamento venezuelano deveria eleger no domingo a sua nova junta directiva, votação da qual deveria resultar a reeleição de Juan Guaidó, deputado e principal opositor do Presidente Nicolás Maduro, mas Guaidó foi retido durante horas pela polícia e agredido à porta do parlamento, enquanto no interior, em plenário, os deputados apoiantes do chefe de Estado venezuelano, elegiam Luís Parra, com o apoio de uma minoria de parlamentares da oposição suspeitos de corrupção.

Para a UE, os acontecimentos em torno da eleição do Presidente da Assembleia Nacional na Venezuela foram marcados por graves irregularidades e acções contra o funcionamento democrático e constitucional da Assembleia Nacional.

"O seu Presidente, Juan Guaidó, foi impedido de realizar a sessão, vários legisladores da oposição não puderam entrar na Assembleia Nacional e o acesso da imprensa ao edifício também foi bloqueado. Não é aceitável que a Assembleia Nacional, como órgão democrático legítimo da Venezuela, não tenha podido cumprir o mandato que recebeu do povo venezuelano", considerou Peter Stano.

O EEAS defende que estas "irregularidades não são compatíveis com um processo eleitoral legítimo" e "constituem um novo passo na deterioração da crise venezuelana".

"O respeito pelas instituições e princípios democráticos e a manutenção do Estado de Direito são condições essenciais para encontrar uma solução pacífica e sustentável para a crise na Venezuela", adiantou ainda o porta-voz do EEAS, reiterando a disponibilidade da UE para "apoiar um processo genuíno para uma resolução pacífica e democrática da crise, com base em eleições credíveis e transparentes".

Assuntos Parlamento  

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