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15 Janeiro de 2020 | 13h37 - Actualizado em 15 Janeiro de 2020 | 13h52

China reitera objectivo de reunificar Taiwan sob 'um país, dois sistemas'

Pequim - O Governo chinês reiterou nesta quarta-feira o objectivo de reunificar Taiwan através da fórmula 'um país, dois sistemas', apesar da vitória do partido pró-independência nas eleições presidenciais e legislativas no último sábado, noticiou a Lusa.

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Bandeira de Taiwan

Foto: Divulgação

O porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado chinês, Ma Xiaoguang, disse que Pequim vai continuar a insistir no chamado 'Consenso de 92', que reconhece tanto Taiwan, como a China continental como parte de uma única nação chinesa.

"Não nos envolvemos ou criticamos as eleições de Taiwan. Estas eleições locais em Taiwan não podem mudar o 'status' de Taiwan como parte da China", frisou Ma, em conferência de imprensa.

A fórmula 'um país, dois sistemas' foi usada em Macau e Hong Kong, após da transferência dos dois territórios para a China, por Portugal e pelo Reino Unido, respectivamente, e garante às duas regiões um elevado grau de autonomia a nível executivo, legislativo e judiciário.

O porta-voz não repetiu abertamente a ameaça da China de usar a força, se necessário, para reunificar Taiwan, mas afirmou que as autoridades de Taiwan precisam de "reflectir profundamente" e afirmou que o apelo para seguir aquela via tem crescido entre o público chinês.

Taiwan funciona como um território autónomo desde 1949, altura em que o antigo governo nacionalista chinês se refugiou na ilha, após a derrota na guerra civil com as forças comunistas.

As campanhas de massas que se seguiram à fundação da República Popular da China, como o Grande Salto em Frente ou a Revolução Cultural, e o restrito controlo exercido pelo Partido Comunista sobre a imprensa, ensino ou Internet, moldaram uma sociedade no continente diferente da que existe em Taiwan, que se identifica cada vez mais com a condição de "taiwanês", por oposição a uma identidade comum com os chineses do continente, de acordo com a agência de notícias Associated Pres.

Ma indicou que sistemas políticos diferentes não constituem "um obstáculo à unificação, nem uma desculpa" para manter o estado actual de Taiwan como um território de facto independente.

A Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, do Partido Democrático Progressista, conquistou no sábado passado um segundo mandato, com 57,2% dos votos, num sinal de oposição dos eleitores da ilha às revindicações da China.

No discurso de vitória, Tsai Ing-wen, que rejeitou o 'Consenso de 92', afirmou que "a paz passa pela China abandonar as ameaças a Taiwan".

"Espero que as autoridades de Pequim entendam que Taiwan, que é um país democrático, e que o nosso governo, que é democraticamente eleito, não vai ceder a ameaças e a intimidações", garantiu.

Assuntos China  

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