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13 Janeiro de 2020 | 16h37 - Actualizado em 13 Janeiro de 2020 | 17h49

Papa reafirma defesa do celibato de sacerdotes

Cidade do Vaticano - O papa Francisco reafirmou hoje a sua defesa do celibato de padres, excepto em casos excepcionais, depois que o seu antecessor, Bento XVI, pediu para não ordenar padres homens casados.

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Papa Francisco

Foto: Cedida

"A posição do papa sobre o celibato é bem conhecida", disse o director da sala de imprensa do Vaticano, Matteo Bruni.

"Em uma conversa com jornalistas ao retornar do Panamá, em Janeiro de 2019, disse o papa Francisco: 'Uma frase de São Paulo 6º vem à mente: Prefiro entregar minha vida a mudar a lei do celibato'", prosseguiu o porta-voz.

"Então (Francisco) acrescentou: 'Pessoalmente, acho que o celibato é um presente para a Igreja. Não concordo que o celibato seja permitido como uma opção. Haveria algumas possibilidades, nos locais mais remotos, penso nas ilhas do Pacífico, quando há uma necessidade pastoral'", acrescentou Bruni, citando o papa.

As declarações do porta-voz do Vaticano ocorre um dia depois de Bento 16, por meio de um livro, assumir uma posição a favor do celibato dos padres. O papa emérito de 92 anos, que deixou o pontificado em 2013, expressou-se sobre o celibato numa obra co-escrita com o cardeal ultraconservador Robert Sarah, cujos trechos foram publicados no domingo pelo jornal francês Le Figaro.

"É urgente, necessário que todos os bispos, sacerdotes e leigos recuperem um olhar de fé na Igreja e no celibato sacerdotal que protege o seu mistério", afirmou.

Essa posição ocorre no âmbito de um debate sobre a possibilidade de ordenar padres homens casados de uma certa idade (chamados "viri probati") na Amazónia, um território onde faltam padres. Francisco tomará uma decisão nesse sentido nas próximas semanas.

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