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13 Janeiro de 2020 | 16h25 - Actualizado em 13 Janeiro de 2020 | 16h24

Teerão nega ter tentado encobrir responsabilidade por queda de avião

Teerão - O Governo iraniano negou hoje ter tentado encobrir a responsabilidade das autoridades do país no incidente com o avião ucraniano abatido "por erro" a 08 de Janeiro, perto de Teerão, anunciou a Lusa.

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"Nestes dias de tristeza, críticas foram dirigidas aos responsáveis e às autoridades do país. Alguns responsáveis foram até acusados de mentir e tentar encobrir o assunto, quando realmente, honestamente, não foi o caso", disse o porta-voz do Governo iraniano, Ali Rabii, aos jornalistas.

"A verdade é que não mentimos. Mentir é disfarçar a verdade, intencional e conscientemente. Mentir é sufocar informações. Mentir é conhecer um facto e não o dizer ou distorcer a realidade" deste facto, acrescentou Rabii.

A porta-voz  acrescentou que o que disseram na quinta-feira (...) foi baseado (...) em informações que foram apresentadas ao Governo, que não havia conexão entre o acidente e um (tiro de) míssil.

As forças armadas iranianas reconheceram no sábado a sua responsabilidade pela tragédia do voo PS572 da Ukrainian International Airlines, que foi abatido na quarta-feira após descolar do aeroporto em Teerão

Na quinta e sexta-feira, a Organização de Aviação Civil Iraniana e o Governo negaram a hipótese de que o avião pudesse ter sido abatido por um míssil, possibilidade avançada na noite de quarta-feira pelas autoridades canadianas.

Todas as 176 pessoas a bordo, principalmente iranianas e canadianas, morreram no desastre.

O anúncio da responsabilidade das forças armadas provocou uma onda de indignação no Irão.

Na noite de sábado, uma cerimónia de homenagem às vítimas numa universidade de Teerão transformou-se numa manifestação contra as autoridades, com gritos de "morte aos mentirosos", antes de ser dispersada pela polícia.

Novamente na noite de domingo, manifestações ocorreram em Teerão, de acordo com vídeos publicados nas redes sociais.

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