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21 Fevereiro de 2020 | 19h29 - Actualizado em 22 Fevereiro de 2020 | 11h04

Autoridades iranianas anunciam segundo prolongamento da votação

Teerão - As autoridades iranianas anunciaram um segundo adiamento, igualmente de duas horas, para o encerramento das assembleias de voto nas legislativas de hoje.

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Bandeira do Irão

Foto: Divulgação

Este segundo prolongamento coloca agora o encerramento das assembleias de voto nas 22:00 locais (19:30 em Luanda). 

Antes tinha sido anunciado um primeiro prolongamento até às 20:00 locais.

O anúncio foi feito pela televisão estatal iraniana que à semelhança do primeiro justifica com a "forte afluência de eleitores".

Mais de 57 milhões de eleitores estão inscritos para escolherem 290 deputados, cinco dos quais representam as minorias confessionais -- zoroastras (um), judeus (um), cristãos sírios e caldeus (um) e cristãos arménios (dois) -, de entre os mais de sete mil candidatos que vão a votos.

Os eleitores votam também para preencher sete lugares da Assembleia de Peritos em cinco províncias do país: Teerão, Qom, Khorasan Norte, Khorasan Razavi e Fars.

As urnas abriram às 08:00 locais (04:30 em Lisboa) e estava previsto encerrarem 10 horas depois, embora oportunamente tenha sido anunciado que a votação poderia vir a ser prolongada caso fosse necessário.

Hoje de manhã, logo após a abertura das urnas, o Guia Supremo do Irão ayatollah Ali Khamenei salientou que votar era um "dever religioso", referiu a agência oficial IRNA.

Segundo números avançados pelo Ministério do Interior, citados pelas agências internacionais, referem que a taxa de participação era de apenas 19% às 15:00 locais (12:30 em Luanda).

Uma elevada abstenção, previsível segundo observadores, representa uma derrota para o bloco conservador e ultraconservador e, por essa razão, nos últimos dias multiplicaram-se os apelos à participação dos eleitores.

Os conservadores têm como principal figura Mohammad Baqer Qalibaf, antigo presidente da câmara de Teerão (2005-2017), ex-comandante da polícia (2000-2005), por três vezes candidato derrotado em eleições presidenciais e que se apresenta como "tecnocrata".

Um lugar como deputado, dado como adquirido, pode resultar na sua eleição para a presidência do Majlis, pois o actual detentor do cargo, Ali Larijani, não se recandidata ao parlamento.

Do lado dos ultraconservadores, a principal figura é Morteza Aghatehrani, que já foi eleito deputado em duas ocasiões.

Com a desqualificação de muitos nomes importantes do lado dos reformadores, Majid Ansari, próximo do antigo Presidente Mohammad Khatami, surge como a figura de proa do movimento para o escrutínio.

Nas anteriores legislativas, realizadas em 2016, a taxa afluência declarada oficialmente foi de 62%.

Na quarta-feira, em conferência de imprensa, o porta-voz do Conselho Guardião, órgão que supervisiona os actos eleitorais no Irão e que desqualificou milhares de candidatos do bloco reformista e moderado, Abbasali Kadkhodaee antecipou que a afluência hoje deverá situar-se à volta dos 50%.

"Antecipamos que 50% do eleitorado vai votar", disse.

Abbasali Kadkhodaee salientou ainda que se os votantes forem menos de 50% tal não será motivo de preocupação.

"Há países europeus em que a participação eleitoral é inferior a 50%", rematou.

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