Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Internacional

21 Fevereiro de 2020 | 18h59 - Actualizado em 21 Fevereiro de 2020 | 18h59

Votação no Irão estendida por mais duas horas

Teerão - As autoridades iranianas decidiram prolongar por duas horas a votação para as legislativas que estão a decorrer e cuja votação deveria ter encerrado às 18h00 locais (15h30 de Luanda).

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Bandeira do Irão

Foto: Divulgação

A medida, anunciada pela televisão estatal que citou um comunicado oficial, foi justificada com a necessidade de assegurar o direito de voto a todos quantos se concentram nas assembleias de voto.

Mais de 57 milhões de eleitores estão inscritos para escolherem 290 deputados, cinco dos quais representam as minorias confessionais -- zoroastras (um), judeus (um), cristãos sírios e caldeus (um) e cristãos arménios (dois) -, de entre os mais de sete mil candidatos que vão a votos.

Os eleitores votam também para preencher sete lugares da Assembleia de Peritos em cinco províncias do país: Teerão, Qom, Khorasan Norte, Khorasan Razavi e Fars.

As urnas abriram às 08h00 locais (05h30 em Luanda) e estavam previsto encerrar 10 horas depois, embora oportunamente tenha sido anunciado que a votação poderia vir a ser prolongada caso fosse necessário.

Hoje de manhã, logo após a abertura das urnas, o Guia Supremo ayatollah Ali Khamenei salientou que votar era um "dever religioso", referiu a agência oficial IRNA

Uma elevada abstenção, previsível segundo observadores, representa uma derrota para o bloco conservador e ultraconservador e, por essa razão, nos últimos dias multiplicaram-se os apelos à participação dos eleitores.

Os conservadores têm como principal figura Mohammad Baqer Qalibaf, antigo presidente da câmara de Teerão (2005-2017), ex-comandante da polícia (2000-2005), por três vezes candidato derrotado em eleições presidenciais e que se apresenta como "tecnocrata".

Um lugar como deputado, dado como adquirido, pode resultar na sua eleição para a presidência do Majlis, pois o actual detentor do cargo, Ali Larijani, não se recandidata ao Parlamento.

Do lado dos ultraconservadores, a principal figura é Morteza Aghatehrani, que já foi eleito deputado em duas ocasiões.

Com a desqualificação de muitos nomes importantes do lado dos reformadores, Majid Ansari, próximo do antigo Presidente Mohammad Khatami, surge como a figura de proa do movimento para o escrutínio.

Nas anteriores legislativas, realizadas em 2016, a taxa afluência declarada oficialmente foi de 62%.

Na quarta-feira, em conferência de imprensa, o porta-voz do Conselho Guardião, órgão que supervisiona os actos eleitorais no Irão e que desqualificou milhares de candidatos do bloco reformista e moderado, Abbasali Kadkhodaee antecipou que a afluência hoje deverá situar-se à volta dos 50%.

"Antecipamos que 50% do eleitorado vai votar", disse.

Abbasali Kadkhodaee salientou ainda que se os votantes forem menos de 50% tal não será motivo de preocupação.

"Há países europeus em que a participação eleitoral é inferior a 50%", rematou.

Assuntos Internacional  

Leia também