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02 Março de 2020 | 19h59 - Actualizado em 03 Março de 2020 | 12h35

Participação eleitoral em Israel terá sido a maior das últimas décadas

Jerusalém - Até às 16h00 locais, 47,6% dos 6,4 milhões de eleitores israelitas já tinha votado nas legislativas de hoje, o que representa a maior participação eleitoral desde há décadas, indicou a comissão eleitoral.

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Bandeira de Isreal

Foto: Divulgação

Nas últimas legislativas em Setembro, à mesma hora tinham votado 44,3% dos eleitores, mais dois pontos percentuais que em Abril do mesmo ano e é preciso recuar a 1999 para encontrar mais de 50% dos votantes até às 16h00.

A taxa de participação é uma das principais incógnitas da votação, devido ao receio do novo coronavírus e à apatia dos eleitores face às terceiras legislativas em menos de um ano e ao facto das sondagens não indicarem uma solução fácil para o impasse.

Israel vive a sua mais longa crise política, os escrutínios de Abril e Setembro deixaram o Likud (direita) do primeiro-ministro em funções Benjamin Netanyahu e a coligação centrista Azul e Branco de Benny Gantz demasiado próximos e sem conseguirem formar uma coligação governamental.

Desde as últimas legislativas, Netanyahu tornou-se o primeiro chefe de governo em funções a ser acusado e o seu julgamento por suborno, fraude e abuso de confiança em três casos de corrupção inicia-se a 17 de Março, mas as últimas sondagens previam mesmo assim uma nova luta cerrada com Gantz.

Israel registou até ao momento 10 casos da doença Covid-19 e foram instaladas assembleias de voto específicas para cerca de 5.600 israelitas que estiveram em contacto com pessoas contaminadas ou viajaram para os países tocados pela epidemia.

O processo de votação foi lento nestes locais devido ao processo de segurança e o horário foi prolongado duas horas até às 19h00 locais.

As restantes assembleias de voto encerrarão às 22h00 locais, quando serão divulgadas as sondagens à boca das urnas e ao início da madrugada esperam-se os resultados quase finais, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

O Presidente israelita, Reuven Rivlin, criticou hoje a campanha eleitoral, que considerou "suja e lamentável", e pediu o fim da crise política no Estado hebreu.

"Não merecemos outra campanha suja e lamentável como a que terminou hoje e não merecemos esta instabilidade sem fim. Merecemos um governo ao serviço da população", declarou Rivlin depois de ter votado em Jerusalém.

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