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09 Abril de 2020 | 16h20 - Actualizado em 09 Abril de 2020 | 16h20

Covid-19: ONU teme que medidas de emergência aumentem repressão mesmo após a pandemia

Genebra - A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, expressou hoje preocupação de que medidas de emergência adoptadas para lidar com a covid-19 sejam usadas como justificativa para introduzir "mudanças repressivas" que poderiam continuar depois da pandemia.

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Michelle Bachelet, Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos (Foto arquivo)

Foto: AFP

"Estou profundamente preocupada com a adopção de poderes de emergência ilimitados por alguns países, não sujeitos a revisão", disse Michelle Bachelet.

A alta comissária referiu ainda que em alguns casos "a epidemia está a ser usada para justificar mudanças repressivas na legislação convencional, que continuará em vigor por muito tempo após o final desta emergência".

A ex-presidente chilena, que expressou essa preocupação numa sessão virtual do Conselho de Direitos Humanos para analisar os efeitos políticos e sociais da pandemia, evitou dar exemplos concretos, embora governos como o da Hungria ou o das Filipinas tenham sido criticados nas últimas semanas a esse respeito.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 87 mil.

Dos casos de infecção, cerca de 280 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 772 mil infectados e mais de 61 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, contabilizando 17.669 óbitos em 139.422 casos confirmados até quarta-feira.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 15.238 mortos, entre 152.446 casos de infecção confirmados até hoje, enquanto os Estados Unidos, com 14.817 mortos, são o que contabiliza mais infectados (432.132).

A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, conta com 81.856 casos e regista 3.335 mortes. As autoridades chinesas anunciaram hoje 63 novos casos, 61 dos quais oriundos do exterior, e duas mortes.

Além de Itália, Espanha, Estados Unidos e China, os países mais afectados são França, com 10.328 mortos (109.069 casos), Reino Unido, 7.097 mortos (60.733 casos), Irão, com 3.603 mortos (58.226 casos), e Alemanha, com 2.107 mortes (108.202 casos).

O novo coronavírus provocou 572 mortos em África e há o registo de 11.400 casos em 52 países, enquanto 1.313 pessoas já recuperaram, de acordo com os mais recentes dados sobre a pandemia da covid-19 no continente.

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