Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Internacional

29 Abril de 2020 | 22h35 - Actualizado em 29 Abril de 2020 | 22h35

Mais de metade dos trabalhadores do mundo podem perder meios de subsistência

Genebra - Mais da metade dos 3,3 mil milhões de trabalhadores no mundo corre o risco de perder seu sustento durante o segundo trimestre devido à pandemia de coronavírus, alertou nesta quarta-feira a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Logotipo da Organização Internacional do Trabalho (OIT)

Foto: Divulgação

O director-geral da OIT, Guy Ryder, apresentou um novo estudo sobre as consequências económicas do confinamento devido à pandemia de coronavírus, dizendo que é esperado um "enorme impacto na pobreza".

Três quartos dos trabalhadores informais, ou 1,6 mil milhões de pessoas, enfrentam o "perigo imediato de que os seus meios de subsistência sejam destruídos", alerta a OIT, acrescentando que quase todos trabalham em unidades com menos de 10 funcionários.

Embora essas pessoas estejam entre as mais vulneráveis do mercado de trabalho, "todos devemos pensar no sofrimento humano por trás desse número", disse Ryder, especificando que essas previsões se referem ao segundo trimestre.

No primeiro mês da crise, o rendimento dos trabalhadores informais caiu 60% em todo o mundo. A queda foi de 81% em África e na América, 21,6% na zona Ásia-Pacífico e 70% na Europa e Ásia Central.

Sem fontes alternativas de renda, esses trabalhadores e as suas famílias não terão meios de subsistência.

"Milhões de empresas em todo o mundo têm problemas para se manter. Elas não têm poupança ou não têm acesso ao crédito. Essa é a realidade que o mundo do trabalho enfrenta. Se não as ajudarmos agora, desaparecerão", disse Ryder num comunicado.

De acordo com o informe, a proporção de trabalhadores que vivem em países onde o encerramento de locais de trabalho é recomendado ou obrigatório caiu de 81% para 68% nas últimas duas semanas, principalmente devido ao levantamento das restrições na China.

Segundo as estimativas da OIT, no primeiro trimestre, as horas de trabalho em todo o mundo diminuíram 4,5% (equivalente a cerca de 130 milhões de empregos em período integral, com base em uma duração semanal de 48 horas) em comparação com o quarto trimestre de 2019.

Prevê-se que a situação piore ainda mais no segundo trimestre, devido ao prolongamento e expansão das medidas de contenção.

Durante esse período, a OIT estima que o total de horas de trabalho no mundo seja 10,5% menor do que no trimestre anterior à crise.

Essa queda equivale a 305 milhões de empregos em tempo integral, o que representa uma clara deterioração em relação à estimativa anterior de 195 milhões, publicada há duas semanas.

Embora a situação tenha piorado em todas as regiões, as estimativas indicam que a América (-12,4%), a Europa (-11,8%) e a Ásia Central (também -11,8%) sofrerão a maior perda de horas de trabalho neste segundo trimestre.

Segundo a OIT, os sectores mais afectados pela paralisia económica são acomodações e serviços de alimentação, indústria, comércio grossista e retalhista, actividades habitacionais e comerciais.

Assuntos Internacional  

Leia também
  • 29/04/2020 22:23:04

    FMI apela à recuperação "verde" após crise do coronavírus

    Washington - A directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, defendeu nesta quarta-feira que a recuperação da crise do coronavírus seja respeitosa ao meio ambiente, em discurso durante uma conferência climática virtual.

  • 29/04/2020 21:55:54

    Brasil tem a maior taxa de contágio por novo coronavírus do mundo - estudo

    Londres - Um estudo apresentado pelo Imperial College de Londres demonstra que o Brasil é o país do mundo com maior taxa de contágio da Covid-19 (doença provocada pelo novo coronavírus) entre 48 países analisados.

  • 29/04/2020 21:50:34

    Apreendidos 4.500 quilos de cocaína na Holanda

    Roterdão - As autoridades aduaneiras da Holanda apreenderam hoje 4.500 quilogramas de cocaína que estavam escondidos dentro de um carregamento de bananas, proveniente da Costa Rica, uma das maiores apreensões deste tipo de droga pela polícia holandesa.