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29 Maio de 2020 | 04h16 - Actualizado em 28 Maio de 2020 | 18h31

Irão minimiza decisão "desesperada" dos EUA sobre fim das derrogações

Teerão - O Irão assegurou nesta quinta-feira que a "tentativa desesperada" dos Estados Unidos de pôr termo às derrogações que autorizaram até agora projectos relacionados com o programa nuclear civil iraniano não terá qualquer impacto no país.

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Bandeira do Irão

Foto: LUANDA

O fim destas derrogações anunciado na quarta-feira -- e o último vestígio, pela parte norte-americana, do acordo internacional de 2015 ao qual Washington renunciou unilateralmente em 2018 - destina-se a "distrair a opinião pública das suas contínuas derrotas face ao Irão", declarou Behrouz Kamalvandi, um porta-voz da organização iraniana de energia atómica.

"Terminar com as derrogações sobre a cooperação nuclear com o Irão (...) não terá qualquer impacto real sobre o trabalho contínuo do Irão", acrescentou em comunicado publicado na página digital da organização.

Na sua perspectiva, a decisão norte-americana foi adoptada em reacção às entregas de petróleo iraniano à Venezuela, país igualmente sujeito a sanções dos EUA, e aos "avanços significativos da indústria nuclear iraniana".

Na quarta-feira, o chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, considerou que não podia continuar a "justificar a renovação destas derrogações", ao afirmar que "o regime iraniano prossegue as suas ameaças nucleares" e denunciar uma "inaceitável escalada".

O Reino Unido, China, França, Alemanha e Rússia ainda integram o acordo internacional sobre o nuclear iraniano.

Desde Maio de 2019 que o Irão optou por se afastar progressivamente dos compromissos que subscreveu, em resposta à retirada unilateral no ano anterior dos Estados Unidos, que decidiram restabelecer as sanções económicas contra Teerão.

Em paralelo, Teerão tem acusado os europeus de inacção e de violarem os seus compromissos, ao evitarem fornecer ajuda à República Islâmica para contornar as sanções norte-americanas.

Apesar da "campanha de máxima pressão" contra Teerão desde 2018, a administração da Casa Branca e o Presidente Donald Trump tinham até ao momento prolongado regularmente estas derrogações, sem lhes fornecerem grande destaque.

Estas medidas relacionavam-se designadamente com o reactor de Teerão destinado à pesquisa, e com reactor de água pesada de Arak, modificado sob controlo da comunidade internacional de forma a tornar impossível a produção de plutónio para uso militar.

Segundo Kamalvandi, o fim das derrogações não terá impacto sobre o trabalho contínuo no reactor de Arak, nem em "outros equipamentos".

Na sequência da decisão de Washington, os países ainda signatários do acordo sobre o nuclear iraniano e envolvidos nestes projectos sem vocação militar arriscam-se a ser sancionados pelos Estados Unidos caso não se retirem destas iniciativas.

Uma medida que, em primeiro lugar, deverá abranger a Rússia.

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