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31 Maio de 2020 | 14h36 - Actualizado em 31 Maio de 2020 | 14h36

Papa lembra que Amazónia está a ser duramente atingida pela pandemia

Vaticano - O Papa Francisco lembrou hoje que a região amazónica está a ser duramente atingida pela pandemia do novo coronavírus, registando muitos mortos e infectados, e pediu que ninguém fique sem assistência médica.

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Papa Francisco, líder da Igreja Católica

Foto: Divulgação

Francisco fez esse apelo após oração de Regina Coeli, que substitui o Ângelus durante este período, tendo-se inclinado para fora da janela do palácio apostólico, isto quando o acesso à Praça de São Pedro foi novamente permitido após quase três meses.

"O Sínodo da Amazónia terminou há sete meses. Hoje, festa de Pentecostes, invocamos o Espírito Santo para dar luz e força à Igreja e à sociedade na Amazónia, severamente afectada pela pandemia", disse o Papa Francisco.

Francisco falou dos "muitos infectados e mortos", alertando que os povos indígenas "são particularmente vulneráveis".

"As pessoas mais pobres e indefesas desta região amada, mas também as do mundo todo, ninguém fique sem a assistência médica. Não economizemos em saúde por causa da economia. As pessoas são mais importantes que a economia", acrescentou.

O Papa Francisco terminou a sua mensagem com o desejo de "um bom domingo de Pentecostes", disse que "a Igreja precisa que caminhar em harmonia e com coragem", assim como "toda a família humana" de forma a "sair da crise mais unida".

Desde que foi registada a primeira vítima do novo coronavírus na Amazónia - um jovem de 15 anos da etnia Yanomami no norte do Brasil -- a propagação do vírus não parou e, em poucas semanas, avançou gradualmente em quase todos os territórios da região.

De acordo com o balanço diário da Rede Eclesial Panamenha, com base em dados recolhidos junto das autoridades sanitárias de nove países que compõem a Região Panamenha, desde 17 de Março registaram-se 504 mortes entre os povos indígenas da Amazónia e 2.278 casos de infecção.

Estes números sofrem um aumento se além dos povos indígenas for considerada toda a população do território amazónico, passando para 6.200 mortes e mais de 118.000 infecções.

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