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28 Maio de 2020 | 02h46 - Actualizado em 27 Maio de 2020 | 22h35

São Paulo anuncia reabertura gradual da economia a partir de 01 de Junho

São Paulo - O governador de São Paulo, João Doria, anunciou hoje a reabertura gradual da economia a partir de 01 de Junho, naquele que é o estado mais rico e populoso do Brasil, mas também o epicentro da Covid-19 no país.

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Mapa do Brasil

Foto: Divulgação

São Paulo começará a flexibilizar a quarentena em algumas regiões do estado a partir do início de Junho, embora o governador tenha frisado que as autoridades podem dar "um passo atrás" se considerarem necessário, com a finalidade de "proteger vidas".

"Manteremos a quarentena até 15 de Junho, mas com a retomada de algumas actividades económicas", afirmou Doria, em conferência de imprensa, na companhia do prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas.

Segundo o balanço mais recente do Ministério da Saúde do Brasil, de terça-feira, o estado de São Paulo registou 86.017 casos e 6.423 mortes devido à Covid-19, de um total de 391.222 casos e 24.512 mortes em todo o país.

As primeiras medidas para restringir a circulação de pessoas em São Paulo foram adoptadas em 24 de Março, cerca de um mês após o primeiro caso ter sido oficialmente detectado no Brasil, e foram prorrogadas sucessivamente.

Apesar do governo estadual ter admitido a possibilidade de flexibilização das medidas a 11 de Maio, Doria decidiu prolongar a quarentena no início deste mês depois de reconhecer a gravidade da crise da saúde em São Paulo, onde vivem 46 milhões de pessoas.

No entanto, o governador tem sofrido forte pressão por parte de vários sectores empresariais para retomar as actividades no estado mais industrializado do Brasil, medida defendida desde o início da pandemia pelo Presidente Jair Bolsonaro, que chegou a rotular a doença como "gripezinha".

A reabertura gradual em São Paulo será dividida agora em cinco fases e, segundo João Doria, ocorrerá nas regiões do estado em que há uma redução consistente no número de casos e que conta com camas disponíveis em hospitais públicos e privados.

"Essas fases seguirão a orientação da ciência, da medicina e da saúde, e temos dados técnicos para permitir a reabertura gradual" da economia, acrescentou Doria, que destacou o progresso alcançado nos últimos dois meses graças às medidas de isolamento social.

Segundo as autoridades de saúde do governo estadual, as medidas de isolamento social adoptadas até agora em São Paulo ajudaram a controlar a pandemia no estado mais populoso do país e permitiram salvar mais de 60 mil vidas.

Na tarde de hoje, centros comerciais foram reabertos no Distrito Federal, unidade federativa onde está localizada a capital do país, Brasília, após quase 70 dias de portas fechadas.

De acordo com o decreto publicado pelo governador Ibaneis Rocha, esses estabelecimentos comerciais passarão a abrir com um horário restrito, a partir do início da tarde.

As áreas recreativas e de diversão dos centros comerciais, assim como lojas de jogos, cinemas e teatros permanecerão fechados. As praças de alimentação e os provadores de lojas de vestuários também estão proibidos de abrir.

Segundo indicou à agência Brasil o presidente da Federação do Comércio (Fecomércio) do Distrito Federal, Francisco Maia, a fiscalização será rígida, com o governado do Distrito Federal a fornecer diariamente cerca de 500 testes à Covid-19 destinados a lojistas.

"Acredito que cada comerciante terá de ter um ato de muita responsabilidade com a volta dos 'shoppings' e do comércio de rua. A não observância das normas pode ocasionar um aumento da curva de contaminação, o que prejudicará a reabertura de outros segmentos, ou até mesmo o fechamento dos negócios que já foram reabertos", ressaltou Maia.

Até terça-feira, o Distrito Federal contabilizou 124 mortos e 7.210 casos de infecção.

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