Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Internacional

03 Junho de 2020 | 17h05 - Actualizado em 03 Junho de 2020 | 19h28

Mais de 140 jornalistas agredidos desde o início das manifestações

Nova Iorque - Mais de 140 jornalistas foram agredidos pela polícia ou por manifestantes desde o início dos protestos nos Estados Unidos contra a morte de George Floyd, há uma semana, revelou hoje o portal Press Freedom Tracker.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

George Floyd, afro-americano morto pela polícia dos EUA

Foto: Divulgação

Segundo o portal, 118 desses profissionais foram agredidos pela polícia e 25 pelos manifestantes.

Segundo as informações divulgadas por este órgão, o total de agressões a jornalistas durante as manifestações é superior ao conjunto do registado nos dois últimos anos (2018 e 2019).

A acrescenta que pelo menos 33 dos jornalistas foram detidos, um deles de um diário local de Nova Jersey, o Asbury Park Press, ou a repórter fotográfica "free-lance" da AFP Bridget Bennett, em Las Vegas, já libertada, mas convocada para comparecer em tribunal em fins de Julho.

"É necessário que deixem de considerar deliberadamente os jornalistas como alvos no terreno", exortaram hoje 28 associações profissionais numa carta aberta às forças da ordem.

Balas de borracha, gás lacrimogéneo, bastões e escudos de protecção têm sido utilizados "para atacar a imprensa como nunca se viu na história do país", inquietam-se as associações.

Em várias cidades e estados dos Estados Unidos, os líderes eleitos têm, contudo, tomado posições contra essas derivas.

Para muitos deles, os repetidos ataques são fruto de um clima alimentado por Trump, que acusa diariamente a imprensa de mentir ou até de transformar a informação para o prejudicar.

"Quando o líder do mundo livre não respeita a imprensa, porque é que nós devemos esperar que os cidadãos também o façam?", questionou Tom Jones, do observatório de imprensa Poynter.

"Há anos que avisamos que as palavras de Trump acabarão por ultrapassar a retórica para passar a desencadear a violência", lembrou Tom Jones.

Para muitos observadores, segundo a AFP, a violência da polícia sobre vários jornalistas australianos durante a evacuação apressada da área circundante da Casa Branca antes de uma saída de Trump acabou por dar o tom.

"É o que se espera acontecer em Tahrir (Egipto), na praça Maidan (Ucrânia), ou em Teerão, mas não em Washington", escreveu, no "twitter", Sizanne Nossel, directora da Associação PEN America.

"Felizmente, não ficámos feridos, mas, psicologicamente, não é fácil, explicou Dan Lampariello, jornalista da WBFF-TV, canal local da cadeia de televisão Fox.

Assuntos Direitos Humanos  

Leia também