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14 Agosto de 2020 | 09h16 - Actualizado em 14 Agosto de 2020 | 09h34

As reacções do reatar das relações diplomáticas entre Israel e os Emirados

Washington - Israel e os Emirados Árabes Unidos (EAU) concordaram na quinta-feira estabelecer relações diplomáticas plenas, numa conversa com o Presidente norte-americano, Donald Trump, e como parte de um acordo para evitar a anexação israelita de territórios palestinianos ocupados.

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Benjamin Netanyahu, Primeiro Ministro do Israel (arquivo)

Foto: AFP

Segundo Trump, o acordo entre Israel e os Emirados será assinado durante as três próximas semanas.

Seguem-se as principais reacções ao acordo de normalização de relações.

Israel: "Uma nova era"

"Hoje começa uma nova era nas relações entre Israel e o mundo árabe", congratulou-se o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

"Em 1979, (Menahem) Begin assinou a paz com o Egipto, em 1994 (Yitzhak) Rabin assinou com a Jordânia e eu tenho o mérito de assinar em 2020 o terceiro acordo de paz com um país árabe. É um verdadeiro acordo de paz, não é um 'slogan'", declarou.

Emirados: "Passo ousado"

Os Emirados Árabes Unidos asseguraram que o acordo de normalização é um "passo ousado" que permitirá alcançar "uma solução de dois Estados". A designada solução de dois Estados, um israelita e outro palestiniano vivendo em paz lado a lado, significa a criação do Estado da Palestina e conta com o apoio da comunidade internacional.

"A maioria dos países verá nele um passo ousado para alcançar uma solução de dois Estados, dando tempo para as negociações", declarou o chefe da diplomacia dos Emirados, Anwar Gargash, numa conferência de imprensa, durante a qual adiantou que os dois países não demorarão muito tempo a abrir as embaixadas.

Estados Unidos: "Acordo histórico"

Trata-se de um "avanço espectacular", comentou o Presidente norte-americano, Donald Trump. Um "acordo de paz histórico entre os nossos dois grandes amigos", adiantou.

O secretário de Estado, Mike Pompeo, falou de um "passo decisivo em direcção à paz no Médio Oriente".

"Os Estados Unidos esperam que este passo audacioso seja o primeiro de uma série de acordos para acabar com 72 anos de hostilidades na região", disse ainda.

Há 72 anos foi criado o Estado de Israel que já esteve envolvido em oito guerras com os seus vizinhos árabes e que até agora só tinha acordos de paz com o Egipto e com a Jordânia.

Autoridade Palestiniana: "Traição"

"Os dirigentes palestinianos rejeitam o que os Emirados Árabes Unidos fizeram. Trata-se de uma traição a Jerusalém e à causa palestiniana", indicou num comunicado a Autoridade Palestiniana, presidida por Mahmud Abbas, apelando para uma "reunião de emergência" da Liga Árabe, para denunciar o acordo de normalização.

O chefe da diplomacia, Riyad Al-Maliki, declarou depois num comunicado enviado à agência France-Presse que, a pedido de Abbas, "o Ministério dos Negócios Estrangeiros decidiu chamar imediatamente o seu embaixador nos Emirados Árabes Unidos na sequência do acordo" de normalização das relações do país com Israel.

Hamas: "Um cheque em branco"

O acordo de normalização das relações entre Israel e os EAU "não serve a causa palestiniana" e constitui um "cheque em branco" para a continuação da "ocupação" pelo Estado hebreu, denunciou o movimento islâmico palestiniano Hamas, no poder na Faixa de Gaza.

"Este acordo é rejeitado e condenado. Não serve a causa palestiniana (...), é considerado como uma continuação da negação dos direitos do povo palestiniano", declarou à AFP Hazem Qassem, porta-voz do Hamas.

Bahreïn: "Etapa histórica"

"O reino saúda os esforços diplomáticos desenvolvidos pelos Emirados Árabes Unidos. Esta etapa histórica contribuirá para o reforço da estabilidade e da paz na região", indicou a agência noticiosa oficial deste pequeno país do Golfo, a Bahrain News Agency (BNA).

Egipto: "Um acordo pela estabilidade"

O Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, saudou através de rede social Twitter "um passo" para a "realização da paz no Médio Oriente".

"Aprecio os esforços dos arquitectos deste acordo para a prosperidade e a estabilidade da nossa região", adiantou o líder do país, que foi a primeira das nações árabes a assinar um tratado de paz com o Estado hebreu em 1979.

França: "Suspender anexação de territórios palestinianos é passo positivo"

"A decisão, tomada neste quadro (o do acordo) pelas autoridades israelitas, de suspender a anexação de territórios palestinianos é um passo positivo, que se deve tornar uma medida definitiva", declarou o chefe da diplomacia francesa, Jean-Yves Le Drian, num comunicado.

"O novo estado de espírito demonstrado por estes anúncios deve agora permitir o recomeço das negociações entre israelitas e palestinianos para o estabelecimento de dois Estados (...), que é a única opção para permitir uma paz justa e duradoura na região", acrescentou.

Reino Unido: "Única solução"

O chefe da diplomacia britânica, Dominic Raab, saudou o acordo num comunicado.

"É um passo histórico que vê a normalização das relações entre dois grandes amigos do Reino Unido. No final, não há o que substitua as negociações diretas entre os palestinianos e Israel, a única solução para conseguir dois Estados e uma paz duradoura".

Joe Biden: "Histórico"

O candidato democrata à Casa Branca saudou o acordo "histórico" de normalização das relações entre os Emirados Árabes Unidos e Israel, anunciado antes pelo seu adversário republicano, o Presidente Donald Trump.

"Israel e os Emirados Unidos deram um passo histórico para apagar as profundas divisões do Médio Oriente", declarou Joe Biden.

O ex-vice-presidente de Barack Obama considerou a decisão dos Emirados de estabelecer laços diplomáticos com Israel como uma "decisão governamental corajosa e grandemente necessária".

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