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17 Setembro de 2020 | 04h31 - Actualizado em 16 Setembro de 2020 | 21h20

EUA reafirmam que sanções ao Irão serão restabelecidas no fim-de-semana

Washington - Os Estados Unidos reafirmaram nesta quarta-feira que as sanções da ONU contra o Irão serão restabelecidas no fim-de-semana e que Washington as vai aplicar, apesar de contrariar a posição dos seus parceiros das Nações Unidas.

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"Os Estados Unidos farão o que sempre fazem. Vão assumir a sua parte da responsabilidade", disse o chefe da diplomacia dos EUA, Mike Pompeo, numa conferência de imprensa realizada quarta-feira em conjunto com o seu homólogo britânico, Dominic Raab.

"Vamos fazer tudo o que for necessário para garantir que essas sanções serão aplicadas e respeitadas", acrescentou o secretário de Estado norte-americano.

Washington activou, em 20 de Agosto, um procedimento perante a ONU para restabelecer as sanções internacionais contra Teerão, suspensas quando foi assinado o acordo nuclear de 2015, argumentando que o Governo iraniano violou as suas obrigações relativas ao acordo.

No entanto, a maioria dos países com assento no Conselho de Segurança - incluindo os que têm direito de veto - alegou que os Estados Unidos não tinham o direito de usar esse mecanismo, já que abandonaram o pacto em 2018.

Apesar disso, os EUA consideram que as sanções voltarão a ser impostas, já que a cláusula activada permite o seu restabelecimento automático caso o Conselho de Segurança não aprove, no prazo de 30 dias, uma resolução que mantenha a suspensão das medidas de pressão.

Apesar de os Estados Unidos estarem sozinhos nesta questão, a diplomacia norte-americana tem garantido que as sanções voltarão a ser aplicadas, incluindo um embargo às armas convencionais que expira em Outubro e que Washington não conseguiu convencer o Conselho de Segurança da ONU a prolongar.

"A ONU aplicará as suas sanções como de costume", disse Pompeo, considerando que se trata de medidas resultantes de uma "resolução efectiva do Conselho de Segurança".

As outras grandes potências, incluindo os aliados europeus dos Estados Unidos, não tomaram ainda posições públicas, mas têm garantido que nada mudará depois de 20 de Setembro.

Presente na capital norte-americana, Dominic Raab teve, no entanto, o cuidado de não destacar as diferenças de opinião entre os dois países, sublinhando antes os pontos de convergência.

"Sempre elogiámos os esforços dos norte-americanos e de outros (países) para alargar" o acordo nuclear com o Irão, disse.

"Pode haver 'nuances' na forma de o fazer, mas estamos a geri-las de forma construtiva", acrescentou.

Em Agosto, Mike Pompeo acusou o Reino Unido, a França e a Alemanha de terem "escolhido alinhar com os ayatola" (o mais alto dignitário na hierarquia religiosa) do Irão.

Na semana passada, o Irão afirmou acreditar que "nada acontecerá" em 20 de Setembro, "excepto a continuação de uma coerção ilegítima e fracassada" (dos EUA contra o Irão), como referiu o porta-voz do Governo, Ali Rabií.

Segundo Rabií, a pressão que Washington fez no Conselho de Segurança das Nações Unidas para serem restabelecidas as sanções internacionais "não tem base legal" e é "um esforço totalmente inútil, ridículo e ineficaz".

O acordo nuclear, assinado em 2015 entre o Irão e seis grandes potências - EUA, China, Rússia, Alemanha, França e Reino Unido - para limitar o programa nuclear iraniano em troca do levantamento de algumas das sanções internacionais, foi abandonado unilateralmente pelos Estados Unidos em 2018.

Em resposta à decisão norte-americana e ao fracasso dos outros signatários em oporem-se a sanções unilaterais dos Estados Unidos, o Irão foi gradualmente deixando de cumprir o acordo, incluindo o limite que tinha ao enriquecimento de urânio.

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