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24 Setembro de 2020 | 08h17 - Actualizado em 24 Setembro de 2020 | 08h17

Equador ordena detenção de ex-presidente Rafael Correa exilado na Bélgica

Quito - A Justiça do Equador ordenou nesta quarta-feira a detenção do ex-presidente Rafael Correa, que vive na Bélgica, após a sua condenação a oito anos de prisão por corrupção, anunciou hoje o tribunal que confirmou a sentença.

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A decisão inclui a proibição vitalícia de exercer cargos públicos, pondo fim às esperanças do antigo chefe de Estado de se candidatar à vice-presidência do país nas eleições de Fevereiro de 2021.

O tribunal, segundo ao Notícias ao Minuto, ordenou igualmente ao Ministério das Finanças que suspenda o pagamento de 4.200 dólares mensais (3.600 euros) atribuídos a Rafael Correa enquanto ex-presidente e informou o Conselho Nacional de Eleições (CNE) da privação de direitos políticos do antigo chefe de Estado.

O ex-presidente equatoriano (2007-2017), exilado na Bélgica desde 2017, tinha apresentado a sua candidatura ao CNE, que deverá validar as candidaturas apresentadas até 07 de Outubro.

O Supremo Tribunal do Equador confirmou em 07 de Setembro a condenação à revelia do ex-presidente e a perda de direitos políticos por 25 anos, pronunciada por um tribunal de primeira instância em Abril, e confirmada em segunda instância em meados de Julho.

A sentença acusava Correa de ter liderado uma rede de corrupção entre 2012 e 2016 através da qual recebeu "contribuições indevidas", quando ocupava o palácio presidencial, para o financiamento ilegal do seu movimento político Aliança País (esquerda), em troca da adjudicação de contratos milionários do Estado a várias empresas, incluindo o grupo brasileiro Odebrecht.

Rafael Correa está também a ser investigado pelo rapto na Colômbia, em 2012, do líder da oposição Fernando Balda, mas a lei equatoriana não permite neste caso o julgamento à revelia.

O ex-presidente ficou conhecido internacionalmente quando concedeu asilo diplomático ao fundador do Wikileaks, Julian Assange, que se refugiou na embaixada do Equador em Londres em Junho de 2012 para evitar a extradição para a Suécia, onde foi acusado de violação e agressão sexual.

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