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18 Outubro de 2020 | 12h16 - Actualizado em 18 Outubro de 2020 | 11h32

Azerbaijão acusa Arménia de quebrar cessar-fogo logo após o seu início

Ganja - O Azerbaijão acusou hoje o exército arménio de também ter violado o novo acordo de cessar-fogo em Nagorno-Karabakh, horas depois da sua entrada em vigor.

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Mapa do Azerbaijão

Foto: Divulgação

Arménia e Azerbaijão tinham chegado a um acordo: às 00h00 de hoje iniciava-se uma "trégua humanitária" no conflito sobre Nagorno-Karabakh.

"Apesar da trégua anunciada, as forças armadas arménias violaram abertamente o novo acordo", afirmou o Ministério da Defesa do Azerbaijão, em comunicado citado pela agência de notícias France-Presse, denunciando o fogo de artilharia inimiga e ataques ao longo da linha da frente.

Algumas horas antes, a Arménia também tinha acusado o Azerbaijão de bombardear a região, violando a "trégua humanitária" que tinha acabado de entrar em vigor em Nagorno-Karabakh.

"O inimigo disparou artilharia na direcção Norte entre as 00:04 e as 02h45 (21h04 e 2h:45 de sábado em Angola) e lançou foguetes em direcção ao Sul entre as 02h20 e as 02h45 (23h20 e 23h45 de sábado em Angola)", escreveu na rede social Twitter a porta-voz do Ministério da Defesa arménio, Shushan Stepanyan.

Nagorno-Karabakh pertence ao Azerbaijão, mas está sob o controlo de forças étnicas apoiadas pela Arménia, alimentando um conflito que dura há várias décadas e que se agravou em 27 de Setembro.

Nas últimas semanas morreram mais de 700 pessoas por causa deste conflito.

Na madrugada de sábado, morreram pelo menos 12 pessoas e mais de 40 ficaram feridas após um ataque com mísseis a uma zona residencial em Ganja, a segunda maior cidade do Azerbaijão.

Ganja já tinha sido atingida há uma semana por um míssil, que matou 10 pessoas e fez mais de 30 feridos.

A cidade tem mais de 300 mil habitantes e situa-se a cerca de 300 quilómetros a oeste de Baku, a capital do Azerbaijão.

O novo surto de violência mina os esforços internacionais para acalmar as hostilidades entre os arménios cristãos e os azeris muçulmanos, envolvendo potências regionais como a Rússia e a Turquia.

Os Estados Unidos e a França são mediadores junto dos países envolvidos no conflito desde 1994, a par da Rússia, naquele que é denominado o grupo de Minsk.

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