Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Internacional

17 Outubro de 2020 | 21h16 - Actualizado em 17 Outubro de 2020 | 14h48

ONU, União Europeia e Igreja pedem que bolivianos votem em paz

La Paz - A ONU, a União Europeia e a Igreja Católica pediram que os bolivianos votem em paz na eleição presidencial de domingo para evitar a repetição dos actos de violência que deixaram o país em luto, após as eleições anuladas de 2019.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Mapa da Bolívia

Foto: Divulgação

O esquerdista Luis Arce, afilhado político de Evo Morales, e o ex-presidente de centro Carlos Mesa são os candidatos com mais possibilidades de vencer as eleições, depois de uma campanha marcada pela polarização entre seguidores e críticos do ex-presidente aimara, agora refugiado na Argentina.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu aos bolivianos que "se comprometam com a realização de eleições pacíficas" e que respeitem "os resultados finais da votação".

Guterres destacou, ainda, que as eleições devem ser "transparentes, confiáveis, participativas e inclusivas, num quadro de pleno respeito aos direitos civis e políticos", segundo um comunicado da ONU.

"Saúdo a determinação do povo boliviano em participar das eleições. Todos deveriam poder exercer o direito ao voto em paz, sem intimidações, nem violência", manifestou-se a alta funcionária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, em comunicado.

"Ninguém quer que se repitam os acontecimentos do ano passado", indicou Bachelet, em alusão aos distúrbios resultantes das denúncias de fraude nas eleições de 2019, nas quais Evo Morales tentava um quarto mandato. Os episódios de violência deixaram 30 mortos.

Na nota, a comissária da ONU expressou a sua "profunda preocupação pela linguagem incendiária e as ameaças proferidas por alguns actores políticos nas últimas semanas, assim como pelo crescente número de agressões físicas registadas" na campanha.

Além disso, a ONU fez outro apelo junto aos bispos católicos bolivianos e à União Europeia para "evitar a violência durante e depois do processo eleitoral para não criar um clima de confronto e agressão que impeça concluir com êxito o presente processo de transição democrática".

Também estão na Bolívia missões de observação da Organização de Estados Americanos (OEA), do Centro Carter e da União Inter-americana de Organismos Eleitorais.

Sete milhões de bolivianos estão habilitados a votar no território nacional, e 300 mil, no exterior, mais da metade deles na Argentina. Por causa da pandemia do novo coronavírus, pelo menos 28 mil cidadãos não poderão votar nas cidades do norte do Chile.

"Aproveitemos esta oportunidade para dar estabilidade ao país, depois de um ano conflituoso", pediu nesta sexta-feira o presidente da Conferência Episcopal Boliviana, Ricardo Centellas.

Existem altas probabilidades de a eleição não ser definida neste domingo, sendo necessária uma segundo volta, prevista para 29 de Novembro.

A Constituição declara vencedor na primeira volta o candidato que tiver maioria absoluta, ou 40% dos votos com 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado. Caso contrário, há a segunda volta.

No domingo, também será renovado o Congresso boliviano, hoje controlado pelo MAS.

A União Europeia, a OEA, o Centro Carter e a União Interamericana de Organismos Eleitorais enviaram missões de observação para as eleições bolivianas.

Assuntos Internacional  

Leia também
  • 17/10/2020 20:31:35

    Presidente do Azerbaijão jura 'vingar' civis mortos em ataque com mísseis

    Ganja - O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, prometeu "vingar" os 12 civis mortos no bombardeamento nocturno da segunda cidade do país, Ganja, um ataque atribuído à Arménia, que apoia os separatistas de Nagorno Karabakh.

  • 17/10/2020 19:16:20

    Ex-ministro da Defesa do México é preso em Los Angeles

    Los Angeles - O general Salvador Cienfuegos, ex-ministro de Defesa do México, foi preso sexta-feira no aeroporto de Los Angeles, nos Estados Unidos, informou o Departamento de Justiça americano adiantando que o general, identificado como "El Padrino", responderá por quatro acusações de narcotráfico.

  • 17/10/2020 18:31:38

    Míssil atinge área residencial da segunda maior cidade do Azerbaijão

    Ganja - Um míssil atingiu hoje uma área residencial e deixou vítimas na segunda maior cidade do Azerbaijão, Ganja, marcando uma escalada no conflito de Nagorno Karabakh, horas depois de bombardeamentos em Stepanakert, capital da região separatista.