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06 Julho de 2000 | 18h28

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Luanda, 06/07 - A cantora cabo-verdiana Belinda Lima, que se encontra em Luanda a convite da "Casa70" e da embaixada de Cabo Verde em Angola, considerou o seu último trabalho discográfico como de ascensão e de afirmação no mercado musical internacional.

"Um momento, porque significa algo diferente em mim e é uma viragem da vida afectiva e profissional", afirmou Belinda, em declarações a Angop, acrescentando que este álbum representa muito mais do que o esperado.

Referiu, entretanto, que quando começou a gravar este último disco encontrou algumas dificuldades, pois não sabia o estilo que devia seguir, qualificando "um momento" como um trabalho de afirmação em diversos mercados.

Confidenciou que em relação ao seu primeiro álbum, que considerou experimental, este último apresenta apenas dois estilos, a coladera eo zouk, no qual desperta atenção dos amantes da sua música com letras viradas ao amor e enganos, sem contudo esquecer as raízes religiosas.

"Comecei a cantar gospel (estilo americano) desde muito cedo, e gostaria de cantar este género musical no próximo disco que poderáprovavelmente sair lá para o ano", adiantou a autora de uma das músicas mais tocadas nas rádios angolanas "nha vida sem bo".

Belinda Lima, que nasceu perto de Boston, Estados Unidos da América, encontra-se em Luanda pela segunda vez, depois de dois anos ausente nos palcos, na capital angolana.

Esta cantora, possuidora de voz sensual e irrequieta no palco, não deixou a sua linha religiosa, dedicando um tema a todos oscrentes, com "sono divino".

"Eu canto o meu jeito, a minha verdade e a minha vida, por isso acho que se acreditarmos mais em Deus e em nós próprios podemos atingir o sucesso", observou Belinda, agradecendo ao povo angolano pelo carinho prestado.

Por sua vez, o "manager" da cantora, Tony Neves, considera difícil trabalhar com Belinda, pois ela canta tudo e fica difícil definir um estilo para produzir um álbum, realçando que no próximo disco terá a oportunidade de gravar algumas musicas em "gospel".

"É evidente que queremos, com este e com o próximo disco, chegar ao máximo de pessoas possível, em Angola e não so", ressaltou, concluindo que a cantora tem talento para ir mais longe só que Belinda ainda não viu esse seu lado triunfador.