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10 Julho de 2003 | 12h28

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Luanda, 09/07 - A peça teatral "O Jacto de Sangue", da companhia brasileira Noir Sur Blanc(preto no branco), é apresentada na sexta-feira pela segunda vez no cine Karl Marx, em Luanda, depois de ter sido estreada naquele espaço.

A obra, dirigida por Brigitte Bentolila, retrata a "necessidade" do homem jorrar sangue para imperar na sociedade o bem e o mal expostos a "preto e branco", de uma forma surrealista, tudo na tentativa de uma busca profunda pela verdade.

A peça de uma complexidade entre poesia, comédia e drama conta com um elenco de sete actores: Artaud (António Manso) que encena como autor preto, excluindo a imagem de que o negro não serve apenas para representar papeis de servo ou doméstico. É também um homem inteligentee sensível no teatro universal.

O jovem (Sergio Menezes) e a jovem (Val Abrantes) representam o "preto e o branco", retratando o amor na sua plenitude e decadência.

Enquanto, o padre e o sacristão (Pablo Marlon e Marlon Pablo) representam a moral. O personagem prostituta e ama (Gustavo Rizzot) é o papel mais exigente em termos de expressão corporal.

A peça do escritor francês Antonin Artaud, tido como pai doteatro contemporâneo ( falecido em 1948), foi arranjada por BrigitteBentolila, directora da companhia, formada e diplomada na Universidade de Aix-en-Providence.

A companhia volta ao Brasil no dia 12 do corrente mês.