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01 Dezembro de 2004 | 17h41

Grande Prémio Sonangol de Literatura terá novo regulamento ainda este mês

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Luanda, 01/12 - Uma Comissão de Gestão integrada por quatro personalidades será nomeada nos próximos dias para gerir o Grande Prémio Sonangol de Literatura, deu a conhecer hoje, em Luanda, o director de Comunicação e Imagem da empresa, João Rosa Santos.

Entre os membros da comissão estarão um dos administradores do grupo Sonangol para coordenação e dois outros altos funcionários do grupo, Coordenador Adjunto e Secretário Executivo do prémio, respectivamente, bem como um representante da União dos Escritores Angolanos (UEA), com a função de vogal.

A criação desta comissão consta de um conjunto de alterações feitas ao regulamento do prémio que será publicado até ao final do ano e que dará início à edição 2006 do concurso.

A partir do momento da publicação do regulamento e até Junho de 2005, os candidatos poderão tomar conhecimento das novas regras e apresentar as propostas para esta edição do concurso.

De Julho à Novembro de 2005, as obras serão analisadas pelo corpo de jurados, a ser integrado por um representante de São Tomé e Príncipe, outro de Cabo Verde, ao passo que Angola indicará duas pessoas, da união de escritores e da Sonangol, respectivamente.

Este grupo será o responsável pela escolha do presidente do corpo de júri da respectiva edição, como aconteceu na edição anterior.

O anúncio do vencedor desta edição do Grande Prémio Sonangol de Literatura será feito a 25 de Fevereiro de 2006, quando a empresa angolana de combustíveis completar 30 anos de existência.

Avaliado em 25 mil dólares, a participação no prémio é, neste momento, extensiva aos escritores de Angola, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde, mas prevê-se que a partir de 2006 o mesmo possa ser abrangente a países como Moçambique e Guiné Bissau.

Segundo João Rosa Santos, o que se procura com este acerto é a melhoria do concurso, com o objectivo de torná-lo mais dinâmico e transparente.

As alterações efectuadas no regulamento visam também olhar mais para o parque gráfico nacional e, por este motivo, passa a existir a obrigação de edição no país das obras premiadas.

Igualmente terão de ser lançadas em Angola as obras vencedoras do concurso, bem como a entrega do respectivo prémio deverá acontecer apenas em Angola, segundo o novo regulamento.

Com as alterações feitas fica suspenso o prémio Sonangol na modalidade de revelação, porque, segundo João Rosa Santos, como resultado de uma avaliação efectuada pela empresa chegou-se a conclusão que se deveria redimensionar melhor as verbas para a área social que a empresa dispõe.

Por outro, os custos que envolvem a realização de um prémio com as características anteriores levou a que a empresa decidisse estabelecer prioridades, na tentativa de buscar equilíbrios entre as varias áreas sociais a beneficiarem dos mesmos incentivos.

Os incentivos dados pelo grupo Sonangol têm vários sentidos e não se poderá apenas dar apoio a cultura em detrimento de outras necessidades como a Educação, Saúde, Desenvolvimento Científico e, por isso, pensou-se redimensionar o pouco existente para atingir o maior número de áreas, referiu o responsável.

Concluiu dizendo que ao desactivar o prémio revelação procura-se também dar maior notabilidade e protagonismo ao Grande Prémio Sonangol de Literatura.

Constam da galeria de vencedores do referido concurso os escritores N`Lussolo, com a obra " O Homem das Sereias" (1993), José Mena Abrantes, com " Caminhos dos Encantados" (1994), Roderick Nehone "Estórias Dispersas da Vida de um Reino" (1996), novamente Roderick Nehone, com " O Ano do Cão" (1998).

A partir de 1992, o prémio passou a ser entregue de dois em dois anos e a ser extensivo aos escritores de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

Neste ano o prémio foi atribuído a Jacques Arlindo dos Santos e Carlos Manuel de Melo Araújo, com as obras "Berta Ynari ou Pretérito Imperfeito da Vida" e "Na Corda Bamba", respectivamente.