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26 Junho de 2006 | 12h32

Ministério da Cultura lamente morte do escritor António Cardoso

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Luanda, 26/06 - O Ministério da Cultura (Mincult) considera, numa nota de imprensa enviada hoje à Angop, em Luanda, que a morte do escritor António Cardoso, ocorrida domingo, em Lisboa (Portugal), vítima de doença, constitui um vazio difícil de preencher no campo das letras.

Na nota, o Mincult realça que com o passamento físico do também nacionalista, se cala para sempre a pena que escreveu obras como "Chão de Exílio", "Economia Política Poética", "Poemas de Circunstâncias", "Baixa e Musseques".

"O passamento físico de António Cardoso constitui um vázio difícil de preencher, quer no campo das letras como na vida social do país" - lê-se no documento.

Como nacionalista, ele aderiu cedo à luta contra o sistema colonial português, tendo sido preso, em 1961, pela Pide-DGS e posteriormente desterrado para o campo prisional de Tarrafal de Santiago, de onde só saiu depois da Revolução dos Capitães, em 25 de Abril de 1974.

António Cardoso foi presidente do Movimento Democrático de Angola (MDA), integrando-se seguidamente no MPLA, onde foi eleito para a primeira comissão directiva provincial do partido em Luanda, desempenhando vários cargos.

Foi igualmente director do Centro de Investigação Histórica do Comité Central do MPLA e do extinto jornal Progresso, agora designado ÉME.

O nome de António Cardoso está ligado ao movimento de intelectuais que, antes e após a Independência de Angola, em 1975, teve importante papel, tanto na literatura como na política.

Enquanto escritor, notava claramente que levava um estilo de vida bastante reservado. Apesar disso, há mais de 10 anos que não escrevia livro novo. A obra "Poemas de circunstâncias" foi reeditada em 2004, como forma de levar o escritor à sua própria lavra literária.