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21 Setembro de 2012 | 13h11 - Actualizado em 21 Setembro de 2012 | 13h11

Escritora brasileira defende que textos para crianças devem ser inovadores

Literatura

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Luanda – A escritora brasileira Ieda de Oliveira defendeu hoje, sexta-feira, em Luanda, que ao se escrever textos para crianças se deve ter em conta a qualidade da construção, de forma que seja inovador e evitar aspectos didácticos.

Falando à Angop no final de um encontro denominado “Oficina de Criação Literária para Escritores de Literatura Infantil e Juvenil”, que contou com a participação de escritores infanto-juvenis nacionais e estrangeiros, Ieda de Oliveira avançou que o objectivo da literatura infanto-juvenil é contribuir para educar, mas que esta finalidade é também na literatura adulta.

Acrescentou que se deve fugir, na literatura infantil, de aspectos pedagógicos, já que este espaço é dar uma visão real aos leitores mais jovens. 

“Muitas pessoas acham que a literatura infanto-juvenil está para ensinar a criança, mas já não é esta a função de um texto didáctico ou de auto-ajuda. A literatura é uma arte, e como tal abre caminhos, procura desenvolver na criança muitas interpretações”, advogou.

Referiu que para se ter um texto infantil/juvenil de qualidade se deve fugir a textos com frases feitas, as verdades únicas e ao maniqueísmo, a utilização de metáforas como comparações implícita bem como fugir a função didáctico-moralizante.

“O texto didáctico procura uma convergência, onde todos os leitores chegam a uma resposta, apontando um único ponto, já o literário procura a divergência. Quanto mais diversificadas as considerações, e quanto mais individuais as emoções, mais rico se torna o texto”, considerou.