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27 Junho de 2015 | 12h08 - Actualizado em 30 Junho de 2015 | 19h01

Angola: Show do Mês épico "transforma" adultos em crianças

Luanda - Mais uma vez o projecto musical Show do Mês fez uma viagem ao passado, recuando não apenas no tempo mas também nas ?idades?, fazendo mais de quatrocentos adultos reverem-se na infância. A noite de sexta-feira, no Royal Plaza, foi dominada por um ambiente nostálgico num concerto ?Piô? (infantil), mas para adultos que recordaram os melhores momentos da música juvenil angolana.

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Alberto de Matos

Foto: Cortesia de Mauro Romeu

Musico Maya Cool

Foto: Cortesia de Mauro Romeu

Foi emocionante ver Lucas de Brito, agora Maya Cool, a cantar “Muringa”, fazendo gestos de que está pesada, Gersy Pegado a interpretar “Mangonha” ou Ângelo Ramos, agora Boss, cantando “Wassamba”. Estes ainda cantam até hoje porque fizeram a transição para a música adulta, os outros estavam, antes do Show do Mês, mais de 30 anos sem subir num palco, como foram os casos de Tony Caboko (Sukula), Berenice Rocha (Compadre), Joseca (Nasci), Alberto de Matos (Girinha), Martins Sebastião (Pipiadora) e Pedro Hossi (Cantar Angola).

Os espectadores cantaram as músicas todas, impressionando, inclusive, os próprios artistas. De nada serviram os assentos fixos da sala, porque a plateia preferia estar de pé a acompanhar as canções e dançar, mesmo num curto perímetro. A organização ainda tentou dissuadir os fãs, uma vez que por regra ninguém fica fora da cadeira, durante muito tempo, nos concertos da Nova Energia, mas desta vez foi excepcional porque a emoção não deixou que as pessoas cumprissem com as regras na íntegra e o protocolo percebeu que aquele era um momento único e que poderia ser vivido assim.

Independentemente da idade todos se “transformaram” em crianças. Tratando-se de uma noite de recordações, cada um puxou da cartola o adolescente que foi no passado e deixou-se levar.

O concerto começou com a música “1 de Junho” de Lucas de Brito, que subiu com indumentária meia extravagante, merecendo os aplausos do público que se colocou de pé para receber o primeiro artista da noite. Seguiram Gersy Pegado, Alberto de Matos e Joseca, Pedro Hossi e Berenice Rocha, todos muito aplaudidos por uma plateia ávida de canções infantis, mas não deste tempo, mas sim das décadas 80 e 90.

Seguiram-se as homenagens póstumas, e neste capitulo um nome destaca-se mais do que os outros, trata-se de Mamborró, cujas músicas foram interpretadas por Lucas de Brito. “Mamborró das nonó” e “Guida” fizeram a sala vibrar de emoção e ao mesmo tempo os rostos molhar de lágrimas. No entanto, Mamborró não foi o único causador deste ambiente, porque Lopes Cortez e Daniel Arobas também foi relembrado por Ângelo Ramos que interpretou “Serra da Leba” e “Aldina”, tendo este último tema deixado a sala em alvoroço.

Quando se pensava que já todos tinham passado pelo palco surge a principal surpresa da noite. Filipe Zau, que na altura em que estes músicos estavam no activo no mercado infantil, compunha e cantava para os mesmos, saiu por trás das cortinas e interpretou a “Ilha da Fantasia” e “Grilo e as Makas”.

Gersy Pegado e Djanira Mercedes fizeram a viagem internacional, cantando Balão Mágico e Trem da Alegria, ao passo que a Banda Maravilha tocou a banda sonora da Rua Sésamo. Foi um ambiente típico para as crianças da década 70 e 80 e os adultos, muitos hoje idosos, apreciadores da música infantil.

Para acalmar, depois de muitos saltos e gritos, Alberto de Matos voltou ao palco para cantar “Menina sentada na areia a cantar”, proporcionando outro grande momento. Mais uma vez as lágrimas escorreram pelos rostos de muitos que não conseguiram conter as emoções.

Na ponta final, Lucas de Brito, Ângelo Ramos, Gersy Pegado, Tony Caboko, Berenice Rocha, Pedro Hossi, Joseca e Alberto de Matos já tinham desfilado no palco, uns apenas uma vez, outros duas e até mesmo três e quatro. Martins Sebastião estreou-se no show Piô próximo do encerramento das cortinas e “obrigou” o público a pedir bis. O autor de “Pipiadora” não só cantou e encantou como também dançou, recordando os tempos da dança “Vaiola” num autentico “show off”.

O concertou encerrou com a música de Zito, “Vamos todos dançar”, interpretada por Lucas de Brito. O tempo passou, mas o tema continua a ser um hino no mês de Junho e no Show do Mês não foi diferente. Neste período, o palco tornou-se num centro de brincadeiras como “Margarida Morena”, “Zero” entre outras, com a participação de todo elenco, inclusive o mais velho Filipe Zau.

Foi uma festa para as crianças de outrora. Todos os músicos estiveram ao nível do evento que serviu para recordar a música infantil feita nas décadas 80 e 90. Foi arrepiante ver idosos com lágrimas nos olhos, jovens a dançar de forma eufórica. Foi um momento histórico que certamente vai perdurar, durante muito tempo, na mente de quem testemunhou.

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