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13 Novembro de 2017 | 07h56 - Actualizado em 13 Novembro de 2017 | 07h55

Companhia de dança Contemporânea de Angola em digressão na Europa

Luanda- A Companhia de Dança Contemporânea de Angola realiza este mês de Novembro uma digressão europeia, apresentando-se em Portugal e Espanha com a peça da sua última temporada, “(Des)construção” de Mónica Anapaz.

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CDC Angola apresenta-se no exterior do país

Foto: Matthias Lippstreu

Trata-se de uma reflexão sobre a inventabilidade de uma África renovada que encontra nos seus distintos processos de “desconstrução” o caminho para o progresso, livre de preconceito, procurando recuperar e reorganizar diferentes situações cénicas e um património cultural tradicional sem esvaziar a sua essência, propondo um diálogo entre o antigo e o novo.

A obra estabelece um diálogo entre o antigo e o novo, propõem-se outros universos onde a ressignificação é utilizada como proposta para a continuidade.  

Esta criação é também um alerta para as fragilidades decorrentes da falta de um conhecimento profundo e consequente desvalorização do diversificado património herdado.

Fundada em 1991, pela bailarina e coreógrafa Ana Clara Guerra Marques, a CDC edificou, através de um percurso de inovação e singularidade, uma história exclusiva que faz dela um colectivo histórico e único, num contexto artístico que permanece frágil, conservador e fortemente cunhado pelas danças patrimoniais e recreativas urbanas e pela ausência de um movimento de criação de autor, no plano da dança.

Provocando uma ruptura estética na cena da dança angolana e tornando-se, em 2009, uma companhia de dança inclusiva, a CDC Angola inaugurou o regime de temporadas e criou uma linha de trabalho que, dispensando as narrativas de estruturação convencional, preferência propostas que confrontem o público com as suas próprias histórias, aspectos do seu quotidiano, das suas realidades sociais, da sua condição de cidadãos de universos que se cruzam.

Numa época em que as barreiras geográficas e culturais são superadas pelos recursos disponibilizados pelas novas tecnologias, estas, conjuntamente com outras linguagens, passaram a integrar o discurso artístico e estético da CDC Angola, onde o corpo e o movimento constituem o elemento catalisador.

No âmbito da pesquisa e experimentação, propõe a revitalização e a releitura da cultura de raiz tradicional com obras criadas a partir de estudos de investigação efectuados em várias regiões de Angola; A Propósito de Lweji (1991), Uma frase qualquer… e outras (frases) (1997), peças para uma sombra iniciada e outros rituais mais ou menos (2009), Paisagens Propícias (2012) e Mpemba Nyi Mukundu (2014) são alguns dos exemplos.

Por outro lado, com Corpusnágua (1992); Solidão (1992); 1 Morto & os Vivos (1992), 5 Estátuas para Masongi (1993) Introversão versus Extroversão (1995) ou Ogros… da Oratura… e do Fantástico (2008), e com a intenção de deslocar a dança para fora dos palcos interiores dos teatros, a CDC Angola introduz o público a diferentes formas e conceitos de espectáculo.

A utilização da dança como meio de intervenção social, expondo o homem enquanto cidadão do mundo e protagonista da cena social angolana, é a marca desta companhia, como revelado nas peças Mea Culpa (1992); Imagem & Movimento (1993), Palmas, por Favor! (1994); Neste País... (1995), Agora não dá! ‘Tou a Bumbar...(1998), Os Quadros do Verso Vetusto (1999), O Homem que chorava sumo de tomates (2011), Solos para um Dó Maior (2014) e, agora, Ceci n’est pas une porte (2016).

Divulgar, surpreender, ensinar, provocar e contribuir para a educação estética do público, trazendo-o à apreciação das artes são os grandes objectivos desta companhia angolana, para o que complementa a sua acção artística com a realização de workshops, seminários, palestras, encontros, aulas abertas e outros programas de educação e divulgação da dança.

Com 26 anos de existência, a CDC Angola procura a internacionalização como forma de validação do seu trabalho que, no exterior de Angola, é reconhecido.

Para além das apresentações no país, a Companhia de Dança Contemporânea de Angola partilhou já os seus espectáculos com 15 países e 30 cidades, em África, América, Europa e Ásia, onde foi vivamente aplaudida.

A companhia é membro do Conselho Internacional da Dança da UNESCO e possui um historial de centenas de espectáculos apresentados em Angola e no exterior, com cerca de 26 obras originais.

Assuntos Angola   Dança  

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