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14 Fevereiro de 2018 | 01h20 - Actualizado em 14 Fevereiro de 2018 | 08h30

Foliões da Classe A baralham contas do Juri em noite de forte chuva

Luanda - Como sinal de conservação dos rótulos de veteranos, experientes e seniores, os grupos carnavalescos da Classe A deixaram confuso, nesta terça-feira, o corpo de jurado da 40ª edição do Entrudo de Luanda, com performances de "encher os olhos", numa noite "abençoada" por São Pedro.

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Carnaval 2018/ Grupo Carnavalesco, Uniao Jovens do Mukwaxi

Foto: Henri Celso

Carnaval 2018: Desfile do grupo do União Mundo da Ilha

Foto: Joaquina Bento

Neste último e terceiro dia, os 12 emblemas do escalão principal exibiram-se com muita classe, brio, profissionalismo e destreza, justificando a sua integração no “pacote” dos melhores do carnaval da capital do país, que este ano “abriu mãos” a cinco distintos convidados provinciais.

A título de homenageado, o União Jovens da Cacimba abriu a festa, às 16h20 minutos, dando as boas vindas aos representantes da Lunda Norte, Cabinda, Huambo, Cuanza Sul e Benguela, respectivamente, o Maringa, o Tchaco-Tchaco, o Ovindjendje, o União Muteda e os Bravos da Vitória.

Depois dos grupos oriundos das províncias, que, tal como o homenageado do dia, demonstraram habilidade e prontidão para num futuro próximo disputarem o Entrudo Nacional, que o Executivo começou a ensaiar hoje, seguiu-se o Bloco de animação Laranja como “aperitivo”.

Imediatamente, e já com prenúncio de chuva (por volta das 18h40) o União Geração Sagrada abriu o desfile competitivo da classe A, fazendo-se à pista com 250 integrantes e uma mensagem que chama a atenção para a necessidade do pagamento dos impostos.

Sob o comando de Domingas Ferreira, o colectivo (proveniente do Distrito Urbano Rangel) dançou semba, com a música Ngandu (jacaré). O grupo foi fundado a 1 de Janeiro de 2000, tem como rainha Antónia Fereira e como rei Armando Lourenço.

De seguida, entrou em cena o União Kabocomeu, do município do Sambizanga, alertando a população para o combate à falsificação da moeda, com um tema produzido na língua nacional Kimbundu,ao ritmo da Kazukuta, dançada por 300 foliões.

Durante a sua exibição, o grupo chamou a atenção e sensibilizou os cidadãos para a necessidade de maior vigilância para com os que falsificam a moeda, desestabilizando a economia nacional, apresentando-se com indumentárias de cores lilás, branca e azul. 

Já com a chuva a cair, entrou em cena o União Kiela (detentor de cinco títulos), destacando o contributo da petrolífera angolana Sonangol no desenvolvimento do país, dançando o semba, sob o comando de Maravilha dos Santos, com 620 integrantes.

O União Nova Geração do Mar foi o quarto a expor-se, com uma sugestiva mensagem e bonita coreografia em reforço ao combate à violência doméstica, ao som do semba, com Sando Van-dúnem no comando, Anderson Magalhães como Rei e Ana Francisco como Rainha.

O mesmo foi fundado a 08 de Janeiro de 2000 e é comandado por Sando Van-dúnem, que cedeu o lugar na “pasarele” ao  Twafundumuka, que, na ocasião,  enalteceu o contributo da mulher quitandeira na sociedade, particularmente na manutenção do bem-estar das famílias. 

Em seguida, assaltou a pista da Nova Marginal, o papão e campeão Mundo da Ilha, com a clara intenção de manter o troféu na sua galeria, exibindo-se com dois mil integrantes ao som e ritmo do semba, realçando nas suas vestes o amarelo, vermelho e branco.

Este grupo foi fundado em 1968 e possui na sua galeria 13 títulos, tendo sido procedido pelo grupo União Jovens do Mukwaxi, que apelou ao espírito de solidariedade, ao som da música “Somos solidários”, interpretada por José Machado “Jesus” e comando de Mutunima.

Aniceto Miguel e Angelina Gonçalves são, respectivamente, o Rei e a Rainha deste emblema, fundado a 2 de Fevereiro de 1978, a dançar semba.

Entre outros, e já no meio da agitação e da procura por um esconderijo, passou despercebido o União Recreativo do Kilamba, com 900 integrantes, apelando à valorização das profissões, como forma de promoção do emprego, dançando o semba, sob o comando de Poly Rocha.

Igualmente, o União 10 de Dezembro, com uma mensagem de reforço ao repatriamento de capitais, reflectida na careografia dos 311 foliões comandados por Pedro Vidal, dançando o semba, antes de a chuva intensificar-se e a Organização decidir cancelar o desfile.

Entretanto, até à decisão da Associação Provincial do Carnaval de Luanda (APROCAL), haviam passado pela pista da Nova Marginal nove dos 12 grupos competitivos, cinco grupos convidados das províncias de Benguela, Huambo, Cuanza Sul, Lunda Norte e Cabinda, bem como o grupo homenageado, União Jovens da Cacimba.

Esta mesma chuva forçou o Presidente da República, João Lourenço, e a Primeira-dama, Ana Dias Lourenço, a abandonarem, por volta das 20 horas, a Nova Marginal, numa altura em que desfilava o grupo União Njinga a Mbande. 

Tal como o Chefe de Estado, viram-se forçados a “fugir” do local os ministros do Interior, Ângelo da Veigas Tavares, da Cultura, Carolina Cerqueira, Juventude e Desporto, Ana Paula Sacramento, da Comunicação Social, João Melo, e da Indústria, Bernarda Martins.

Como consequência desta intensa chuva que se registou no princípio da noite na cidade de Luanda, o desfile dos grupos carnavalescos da Classe A também teve de ser cancelado e remarcado para sábado (dia 17, às 10h00, no mesmo local), quando faltavam três grupos para o fim da actividade. 

Assuntos Carnaval  

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