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04 Maio de 2018 | 15h22 - Actualizado em 04 Maio de 2018 | 15h21

Angola anuncia novas candidaturas a património da humanidade

Luanda - A República de Angola está a preparar a inscrição na UNESCO da localidade do Cuito Cuanavale (Cuando Cubango), do Complexo Rupestre de Tchitundo Hulo (Namibe) e do Corredor do Kwanza a património da humanidade, anunciou esta sexta-feira, em Luanda, o vice-presidente da República, Bornito de Sousa.

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Vice-Presidente da república, Bornito de Sousa

Bornito de Sousa, que discursava na abertura da primeira reunião ordinária da Comissão Nacional Multissectorial para a Salvaguarda do Património Cultural Mundial, explicou que o Cuito Cuanavale se justifica por ter sido palco de uma das maiores batalhas da história contemporânea, pelo carácter histórico e simbolismo para Angola, a África Austral e para o mundo.

Já o Complexo Rupestre de Tchitundo Hulo se justifica por ser um dos tesouros culturais mais valiosos de Angola, pela qualidade das suas gravuras que remontam mais de quatro mil  anos, enquanto o Corredor do Kwanza pela dinâmica à margem do rio com mesmo nome e do uso da sua rota para a introdução do cristianismo e construção de instituições político-militares coloniais.

Anunciou também a constituição de comissões técnicas encarregues de preparar as candidaturas dos três sítios que considera terem valor histórico inquestionável, com lugar garantido na memória colectiva, por serem parte da história universal.

O património cultural, segundo o vice-presidente, deve ser visto também na perspectiva socioeconómica.

Adianta que um dos desafios deve ser o de associar a questão do património mundial ao desenvolvimento sustentável, respeitar o papel  e o envolvimento das comunidades e autoridades locais e do turismo, tornando as cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis.

Bornito de Sousa considera fundamental acomodar as mudanças impostas por grandes fenómenos globais, tais como as alterações climáticas e a rápida urbanização.

Segundo um comunicado, a comissão apreciou também a proposta de restauração de monumentos e a construção de novos memoriais que simbolizam a história, cultura e tradição nacional.

A Comissão Nacional Multissectorial para a Salvaguarda do Património Cultural Mundial, órgão criado por Despacho Presidencial 25/18 de 5 de Março, é coordenada pelo Vice-Presidente da República, coadjuvado pela ministra da Cultura.

A Comissão tem por objectivo promover a implementação de programas de conservação e a gestão participativa do património cultural nacional, de acordo com as convenções e tratados internacionais sobre a matéria.

Integra a comissão a ministra da Cultura (coordenadora adjunta), os ministros do Interior, das Relações Exteriores, da Administração do Território e Reforma do Estado, do Turismo, da Construção e Obras Públicas e da Comunicação Social.

As ministras do Ordenamento do Território e Habitação, do Ambiente, das Pescas e do Mar, do Ensino Superior, da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Educação também fazem parte da referida comissão.

A mesma integra ainda os secretários do Presidente da República para os Assuntos Sociais, para os Assuntos Regionais e Locais, o Assessor Económico e Social do Vice-presidente da República, o Director Geral do Instituto Nacional do Património Cultural e Representante da Comissão Nacional da UNESCO.

Entre as atribuições da Comissão Multissectorial, está a missão de submeter ao departamento ministerial responsável pelo sector da Cultura, propostas de bens classificados passíveis de elevação a Património da Humanidade e acompanhar o processo de candidatura e inscrição.

Funcionará por um período de três anos.

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