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17 Maio de 2018 | 08h55 - Actualizado em 17 Maio de 2018 | 08h54

Exposição de Carla Peairo marca abertura do Acácias Fest

Benguela - A exposição da artista plástica angolana Carla Peairo, com 65 quadros que retratam o seu percurso entre 1985 e 2012, dominou nesta quarta-feira, em Benguela, as atenções do público na abertura oficial da primeira edição do Acácias Fest, no Museu Nacional de Arqueologia.

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Intitulada “Ndityuca kondjo”, a amostra traz ao público obras de artes plásticas em diversos estilos, unindo a cultura portuguesa e suíça com Angola, entre as quais “Awana Pwó”, “Fonte”, “Dançarino”, “A Mendiga”, “Diálogo”, “I Remember”, “Desmunidos”, “Somália”, “Percussionista”, “Mucubal”, “Muhila”, “Cabinda”, “Mulheres”, “O Convite”, “Tocando Kora” e “O retrato”,

Impressionado com o que viu e ouviu por parte da artista Carla Peairo, o governador provincial de Benguela, Rui Falcão, encorajou, em mensagem escrita, a continuidade desse projecto que “respira” cultura.

“Foi uma honra e um prazer visitar um projecto que traduz, no fundo, algo que é nosso e que nos anima, ligado ao passado e acreditando no futuro desta Benguela que é de todos nós”, escreveu Rui Falcão.

Já Carla Peairo, em declarações à Angop, mostrou-se animada devido ao facto de a exposição ter atraído a atenção de várias individualidades e reforçou a ideia de que o Museu Nacional de Arqueologia, palco do Acácias Fest, deve transformar-se num atelier para os artistas exporem seus trabalhos.

“Gostei muito da visita do governador porque é a segunda vez que tenho a ocasião de fazer a exposição das minhas obras”, realçou, adiantando que foi um momento de troca de impressões sobre o simbolismo que marca a sua arte.

Depois de muitos anos a viver entre Portugal e Suiça, Carla Peairo alegra-se por ter regressado a Angola, pois que traz consigo uma bagagem adquirida ao longo do tempo para partilhar com o público angolano, numa visão educativa.

De acordo com a artista, além da exposição de arte plástica, estão disponíveis ao público trabalhos de sua autoria na vertente de reciclagem feitos de 2012 a 2017.

Ressaltou que o objectivo principal dessa exposição é levar o público estudantil a visitar o trabalho, ter um contacto directo com a arte e perceber dessa forma a sua importância.

Carla Peairo diz-se disponível em partilhar sempre que possível com os estudantes aspectos ligados a arte no sentido de continuar a promover o conhecimento sobre as vivências do país, de África e do mundo.

“As crianças e os jovens têm sede desse tipo de eventos, onde aprendem um pouco mais sobre o conhecimento da arte africana”, como frisou.

Numa promoção da Soba Catumbela, o evento que se prolonga até sexta-feira oferece aos visitantes inúmeros atrativos como workshops, olaria e cestaria, fotografia, reciclagem criativa para crianças, artes plásticas, lançamento de livros, teatro de rua e concerto de bandas musicais e artistas individuais.

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