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08 Janeiro de 2019 | 20h23 - Actualizado em 08 Janeiro de 2019 | 20h23

Responsável quer empresários apoiarem a Cultura no Cuanza Norte

Ndalatando - O responsável do Departamento da Cultura do Gabinete Provincial do Cuanza Norte da Cultura, Turismo, Juventude e Desporto, Rosa Carlos Francisco, apelou hoje, terça-feira, em Ndalatado aos empresários no sentido de apoiarem mais o sector artístico da região.

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Ao falar à Angop, a propósito do 8 de Janeiro, Dia da Cultura Nacional, o responsável considerou o sector cultural rentável para o investimento dos agentes económicos, por gerar lucros e contribui para a afirmação da identidade angolana.

Considerou a província do Cuanza Norte como uma das regiões mais rica do país  em termos culturais, como a dança, música, teatro, poesia, artes plásticas, artesanato, monumentos e sítios, entre outras atracções.

Reconheceu, por outro lado, que o sector da Cultura da província do Cuanza Norte enfrenta inúmeros obstáculos, como falta de espaços para as actividades artísticas, carência de equipamentos sonoros, dificuldades financeiras para custear as actividades artísticas, entre outros constrangimentos.

Essa situação, admitiu, tem estado a provocar letargia do sector, como o desaparecimento de muitos grupos de teatro e de danças, tradicionais e contemporânea, respectivamente.

O sector da Cultura da província do Cuanza Norte controla mais de cem grupos carnavalescos, 60 artistas plásticos, 30 artesãos, 40 grupos teatrais e 15 de danças entre tradicionais e modernos.

Na província do Moxico, a actividade foi marcada por uma palestra, na cidade de Luena, na qual o director do liceu "11 de Novembro", Moisés Samose, desafiou os escritores nacionais a publicarem mais livros sobre as manifestações culturais que ocorrem no país, para servir de fontes de inspiração às novas gerações.

Ao dissertar o tema "Reflexão da cultura nacional", o académico argumentou que os escritores ao abordarem assuntos ligados aos hábitos e costumes dos povos de Angola permitem às novas gerações conhecerem melhor a história do país.

Para si, o escritor na qualidade de formador de opinião deve aproveitar as actividades culturais para promover o resgate dos hábitos e costumes dos povos do país.

Já na província de Malanje, os artistas locais aproveitaram a data para reclamarem da falta de espaços para ensaios e exposições, bem como das dificuldades financeiras que atravessam.

Em declarações à Angop, o director artístico do grupo teatral Makamba Tpa, Marcos Pombal, disse que a falta de salas de espectáculos constitui um dos grandes empecilho para o desenvolvimento das artes cénicas em Malanje.

 Lamentou o facto de não receber qualquer apoio, moral, financeiro ou material das autoridades locais.

Por sua vez, o responsável do grupo teatral Camba Dya Muenho, Lalas Pedro, salientou que a data deve servir de reflexão sobre o actual quadro da cultura na província de Malanje, em particular, e no país, em geral.

O poeta Domingos Bonifácio lastimou o facto de a poesia ser uma arte pouco valorizada na circunscrição e por isso é pouco incentivada.

Na província de Malanje existem cinco salas culturais, mas apenas duas estão a funcionar, a sala do Jinga Center e a sala da Biblioteca Provincial, número insuficiente para satisfazer a demanda.

O Dia Nacional da Cultura foi instituído em 1986 devido ao discurso pronunciado pelo primeiro Presidente da República de Angola, António Agostinho Neto, em 1979, na tomada de posse dos corpos gerentes da União dos Escritores Angolanos (UEA).

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