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20 Fevereiro de 2019 | 13h08 - Actualizado em 20 Fevereiro de 2019 | 13h07

Línguas nacionais devem ser classificadas - Consultor

Luanda - Adequar conceitos e estabelecer classificação das línguas angolanas de origem africana, tendo em conta a realidade do país ajudaria no processo de valorização de ensino e aprendizagem, afirmou hoje, quarta-feira, o consultor de línguas Afonso Teka.

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O também professor universitário, que falava no âmbito da sua apresentação na mesa redonda sobre “As línguas maternas de Angola”, referiu haver necessidade de definição de conceitos, com análise das línguas faladas no país.

Para si, este desafio é imprescindível para não se registar a perda de línguas.

Segundo dados estatísticos, desde 1992, 95 por cento das línguas vivas do mundo estão a desaparecer. Estudos feitos em 2005 mostram que Angola perdeu uma língua do sul.

Segundo Afonso Teka, perder uma língua significa perder um património, usos, costumes e a cosmo visão.

“Sendo as línguas nacionais nossa, o não investimento no ensino e aprendizagem implica autodestruição”, lamentou.   

Uma língua é factor de unidade, do ponto de vista linguístico pode dizer que identifica o ser humano ao lado dos usos e costumes que compõem a cultura no seu todo.

“Há línguas imperialistas que impõem-se como o Inglês fazendo as pessoas acharem ser melhor que as outras”, frisou.

Por seu turno, a Secretária de Estado da Cultura, Maria da Piedade de Jesus, fez saber que está a decorrer um estudo de  investigação das línguas, do alfabeto bem como a lei de base das línguas.

“O governo tem estado a trabalhar para a implementação das línguas nas escolas, já temos registados alguns passos, embora reconheça que se deve fazer mais para o resgate deste valoroso património que é a língua, deve-se fazer muito mais começando pela promoção das mesmas nas famílias”, frisou.

Com o tema “As línguas maternas de Angola”, o Ministério da Cultura (Mincult) realizou uma mesa redonda para analisar o actual contexto das línguas nacionais.

Durante o dia, técnicos do Mincult analisaram “Línguas nacionais como factor de identidade”, “Situação linguística de Angola, bem como “Perspectiva sobre o estatuto jurídico das línguas maternas de Angola”.

O dia Internacional da Língua Materna comemora-se a 21 de Fevereiro.

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