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04 Novembro de 2019 | 17h23 - Actualizado em 04 Novembro de 2019 | 17h23

Jovens do Prenda no Muzongué da Dipanda

Luanda - O Centro Cultural e Recreativo Kilamba, em Luanda, recebe, dia 11 deste mês, o agrupamento Jovens do Prenda para o Muzongué da Tradição dedicado ao dia da Independência Nacional.

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Agrupamento Jovens do Prenda

Foto: António Escrivão

O agrupamento, que falhou edição de Outubro devido a morte do seu membro fundador, Chico Montenegro, regressão ao local um ano depois da sua última passagem pelo mesmo palco.  

O grupo criado por Chico Montenegro, Didi da Mãe Preta, Tony do Fumo, Augusto Chacaya, Kangongo, Mingo e Verry Inácio, terá, mais uma vez, a soberana oportunidade para relembrar velhos sucessos e mostrar em palco a riqueza e valor da música popular angolana.

Detentor de um rico cardápio musical, onde se destacam temas como  “tendinha”, “seguida de “desepero”, “Chiquita”, “nguenda nyubeka” e “longa marcha”,   "majame", "samba samba", "nova cooperação"  entre outras que tem provocado ” um alvoroço entre as pessoas nos palcos por onde actua, o agrupamento, que já vai na sua quarta geração, continua fiel a sua linha rítmica e melódica para a satisfação da enorme legião de fãs espalhados pelo país.

Nesta jornada, também dedicada para relembrar Chico Montenegro, o palco do Kilamba receberá também Augusto Chacaya, Dom Caetano, Robertinho, Tony do Fumo Filho e Dina Santos.

Historial dos Jovens do Prenda

Os Jovens do Prenda surgem em 1968 com a designação Jovens do Catambor, passando ainda nesse mesmo ano a chamarem-se Jovens da Maianga e, finalmente em 1969, passam a ter a designação actual.

O nome surge a conselho de Manguxi, um empresário do Sambizanga que era proprietário do Salão Braguês e alugava aparelhagens, que sugeriu que o grupo tivesse a denominação do bairro de onde são provenientes”, dai o nome Os Jovens do Prenda, já que o grupo era originário deste histórico de bairro Luanda.

A formação de Os Jovens do Catambor já possuía um leque impressionante de músicos onde se destacavam nomes como Manuelito Maventa, (viola solo), Zeca Kaquarta, (tambor), Napoleão, (puita) e Juca, (dikanza). José Keno, o guitarrista emblemático dos Jovens do Prenda, entrou para o grupo, vindo dos Sembas, com a sua entrada, fica completa, em 1969, a primeira formação de Os Jovens do Prenda, com José Keno (viola solo), Zé Gama (baixo), Luís Neto (voz), Kangongo (tambor baixo) e Chico Montenegro (tambor solo).

O grupo tem sofrido, muitas cisões e abandonos, levando a que Luís Neto, um dos elementos do grupo, afirmasse: “As pessoas nascem e crescem e cada um vai para onde mais lhe agrada. Os Jovens do Prenda não são só música, é uma verdadeira escola…”

Renascimento

Após um período de ausência (1974 a 1981), os Jovens do Prenda voltam a aparecer no panorama musical angolano, gravando o seu primeiro álbum "Música de Angola, Jovens do Prenda", posteriormente reeditado como "Mutidi". Nele participaram Zé Keno (viola solo e voz), Alfredo Henrique (viola ritmo), Carlos Timóteo (baixo), Avelino Mambo (bateria), Zecax (voz), Massy (saxafone), Fausto (trompete), Verrynácio (tumbas), Chico Montenegro (bongós e voz), Luís Neto (Dikanza) e Gaby Monteiro (percussão e voz).

O segundo álbum "Samba-Samba" é lançado em 1992, levando posteriormente à saída de um dos seus músicos mais emblemáticos, Gaby Monteiro, passando o grupo a ter na formação Manuel Prudente Ramos Neto "Joca", (viola solo), Carlos Timóteo "Calily", (baixo), Zé Luís (viola ritmo), Charles Mbuia (contra solo), Manuel Vicente (tumbas), Patrício Smoke (bateria), Luís Neto e Chico Montenegro (vozes), Conceição Alves Alberto (trompete) e Luís Massy (saxofone).

O grupo sofreu posteriormente imensas remodelações, mas tem-se sempre mantido activo até à actualidade, tendo lançado recentemente um novo álbum.

Discografia

Vários Singles na década de 1970. Mutidi, (1982, IEFE, Discos, Intercontinental Fonográfica, Lda)

Samba-Samba, (1992, Endipu-UEE, Empresa Nacional do Disco e Publicações)

Kudicola Kwetu, (2003)

Iweza, (2010)

Assuntos Angola  

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