Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Lazer e Cultura

23 Abril de 2019 | 23h56 - Actualizado em 24 Abril de 2019 | 13h29

Escritores queixam-se da falta de editoras

Huambo - Os escritores da província do Huambo lamentam a falta de editoras locais para publicação dos seus livros, situação que desmotiva o seu empenho.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

1 / 1

Huambo: Delegado da Brigada Jovem de Literatura, Afonso Cachequela

Foto: Valentino Yequenha

Entrevistados hoje, terça-feira, pela ANGOP, por ocasião do Dia Internacional do livro e dos direitos de autores e conexos, alguns escritores disseram que o recurso à editoras em outras províncias tem sido muito dispendioso.

O delegado local da Brigada Jovem de Literatura, Afonso Cachequela, reconheceu que tal situação faz com que a província do Huambo se apresente cada vez mais fraca no mercado literário angolano.

Afirmou que o leque de potenciais escritores desta província, na sua maioria jovens e com obras na forja, poderiam dar melhor contributo ao desenvolvimento da literatura caso houvesse localmente uma editora.

“Muitos potenciais escritores sentem-se desmotivados por não conseguirem publicar os seus livros e os poucos que conseguem, com dinheiro próprio, queixam-se dos elevados custos”, disse.

Afonso Cachequele lamentou, também, a fraca protecção dos direitos de autores e conexos na província, referindo ser ainda inexistente a aplicação e observância dos instrumentos legais que regulam esta matéria.

Para o coordenador adjunto da Associação Literária e Cultural de Angola, Cornélio Segunda,  a inexistencia de editoras na província do Huambo tem tornado cada vez mais desafiador o sonho de se escritor.

Já o linguista e crítico literário Inocêncio Fortunato Kuyanga defendeu uma parceria publico-privada na criação de uma indústria livreira mais forte, no sentido de se incentivar a produção local e o gosto pela leitura, como forma de contribuir com a literatura na moralização dos cidadãos, visando a promoção do desenvolvimento da soeidade.

Na província do Huambo a Brigada Jovem de literatura controla entre 200 a 300 membros, sendo que destes pouco menos de 20 conseguiram publicar livros.

O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor (também chamado de Dia Mundial do Livro) é comemorado todos os anos no dia 23 de Abril, desde 1996, numa iniciativa da UNESCO para promover o hábito da leitura, a publicação de livros e a protecção dos direitos autorais.

A data foi escolhida porque a 23 de Abril de 1616 morreram Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Garcilaso de la Vega. Para além disto, nesta data, em outros anos, também nasceram ou morreram outros escritores importantes como Maurice Druon, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.

Assuntos Província » Huambo  

Leia também
  • 23/04/2019 23:51:48

    Mediateca do Huambo recebe diariamente 30 leitores

    Huambo - A Mediateca do Huambo recebe diariamente, em média, 30 utilizadores que procuram livros diversos para leitura, uma cifra que satisfaz os responsaveis da instituição pública em funcionamento desde Fevereiro de 2014.

  • 01/04/2019 19:35:16

    Peças sobre papel da mulher marcam festival de teatro

    Huambo - A exibição de peças que retratam o papel da mulher na sociedade angolana marcaram, hoje, o encerramento do festival de teatro, na província do Huambo, do qual participaram nove grupos das províncias do Bié, Bengo, Cuanza Sul e Huambo.

  • 05/03/2019 21:36:34

    Fraca participação de grupos carnavalescos desagrada governadora

    Huambo - A fraca participação de grupos carnavalescos no desfile de adultos, disputado hoje, deixou descontente a governadora da província do Huambo, Joana Lina, que esperava por um Entrudo mais disputado.