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18 Maio de 2019 | 14h57 - Actualizado em 18 Maio de 2019 | 14h57

Ministra da Cultura destaca exemplo democrático da UEA

Luanda - A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, afirmou, neste sábado, em Luanda, que o exemplo de democracia da União dos Escritores Angolanos (UEA) deve ser seguido pelo movimento associativista cultural emergente no país, que reúne jovens artistas, fazedores e promotores de cultura, para o reforço da identidade cultural nacional.

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Carolina Cerqueira, Ministra da Cultura

Foto: Clemente dos Santos

A governante, que discursava na cerimónia de tomada de posse da nova direcção da UEA, destacou o facto de ter sido legitimada por um processo eleitoral exemplar e de grande urbanidade e maturidade cívica.  

Para a ministra, a  UEA, a primeira associação de carácter cultural proclamada em Angola em 1975 e cujo primeiro presidente da Assembleia-geral foi o presidente Agostinho Neto, continua a ter um papel indelével na promoção da cultura e das artes e da literatura, em particular, na promoção da cultura como parte essencial dos pilares que sustentam a construção da estado democrático e direito.  

Em virtude de o país estar a viver uma fase crucial de transição política e social, adiantou, o Executivo reafirma a importância  da parceria, da colaboração e do multifacetico apoio de todos os agentes e promotores das artes e da cultura”, asseverou Carolina Cerqueira.  

O Ministério da Cultura, adiantou, está disponível em prosseguir a auscultação e o dialogo intergeracional e com uma significativa representatividade do género para em conjunto com os artistas, com os promotores artísticos e culturais, com os críticos e amantes da cultura nacional, com os escritores e todos os outros parceiros de colher contributos para a melhor dinamização e diversificação das políticas e das actividades culturais, contribuindo, desta forma, para o desenvolvimento das industrias culturais e criativas e para o bem comum.  

Augura que a UEA seja cada vez mais um espaço de construção da diversidade cultural, da coesão identitária, do pluralismo e da identidade nacional.  

Afirmou que o papel da literatura dos escritores, do livro e o hábito da leitura devem ser priorizados no contexto nacional e juntos se criar condições para que o apoio à criação literária e a difusão da cultura seja contínuo, transparente e objectivo, capaz de abrir horizontes e progresso na dinamização e diversificação das actividades culturais que possam empregam cada vez mais escritores, actores, músicos, técnicos e outros profissionais especializados nas indústrias culturais e artísticas e contribuam para o bem comum e o progresso.  

Carolina Cerqueira adiantou que as metas do PDN  prevêem a adopção de mecanismo para o desenvolvimento comunitário e a descentralização, através de parcerias público privadas, de forma a incentivar o crescimento das indústrias criativas e culturais, assim como a disponibilização de infra-estrutura para a plena execução da actividade artística, com um vasto programa de acesso à fruição e criação cultural.

As acções programadas poderão contribuir para a coesão social, em respeito pela diversidade e o exercício de uma cidadania capaz de sustentar uma sociedade desenvolvida, próspera, mais equitativa e forte que garante uma presença diária da cultura na vida de todos os cidadãos.  

Para o efeito, o ministério conta com a UEA como parceiro privilegiado na discussão e aprovação das bases de uma política do livro e da leitura, cuja elaboração está em curso e cujos resultados irão permitir a disseminação do uso do livro, qualidade dos seus conteúdos, promoção da produção livreira e literária, ampliação da rede de bibliotecas, de livrarias, um preço acessível para o livro e a valorização da leitura, sobretudo, nas zonas suburbanas e rurais para que o país usufrua deste meio privilegiado de conhecimento e impulsionador do desenvolvimento humano, que favoreça as comunidades mais desfavorecidas e vulneráveis e entre estas os mais jovens.  

A governante lançou um repto para que os homens e mulheres das letras impulsionem e enriqueçam o vasto movimento de moralização da sociedade, através do resgate dos valores familiares e cívicos, em defesa de relações humanas cimentadas pela solidariedade, inter-ajuda e respeito.  

Incentivou os escritores prosseguirem a divulgação, além fronteiras, da rica literatura nacional e a sua internacionalização, marcando presença nos congressos, colóquios, feiras e encontros internacionais, quer em iniciativas privadas como em conjunto com as áreas competentes do Ministério da Cultura.  

Assuntos Angola  

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