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23 Maio de 2019 | 18h47 - Actualizado em 23 Maio de 2019 | 18h47

Itália:Docente enaltece curso de cultura angolana

Roma - O quinto curso de Cultura Angolana promovido pela Cátedra Agostinho Neto da Universidade pública italiana “Roma Tre” foi considerado, nesta quinta-feira, um sucesso pelo seu coordenador, Giorgio de Marchis.

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De acordo com Giorgio Marchis, o curso este ano teve uma abordagem particular sobre a dança contemporânea angolana e a dança tradicional da etnia cokwe, ministrada pela professora visitante, Ana Clara Guerra Marques.

Para o também director do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas Estrangeiras desta Universidade, tratou-se de um programa muito variado e de notável qualidade que contou com a participação de professores de universidades italianas e realizadores, durante o qual os estudantes tiveram a oportunidade de descobrir Angola e as muitas facetas da sua história e cultura.

O curso, que decorreu de 13 de Março a 17 de Maio do corrente ano, contou com a  participação de 35 estudantes e tratou também temas como “Angola: um quadro histórico-cultural”, “Agostinho Neto e Itália”, “Agostinho Neto e relações ítalo-angolanas” e a “A economia angolana”, entre outros.

Um filme-documentário “Oxalá cresçam pitangas” (2005), de autoria do realizador  angolano Kiluanje Liberdade, baseado nos escritos de Ondjaki foi exibido durante a formação.

A película, de 60 minutos, retrata o dia-a-dia da capital de Angola (Luanda 2005), 30 anos depois da independência de Angola e três anos depois do fim da guerra no país. É uma viagem numa cidade com cerca de 7 milhões de habitantes com origem de várias províncias do país.

Ana Clara Guerra Marques, pesquisadora, coreógrafa e bailarina angolana, pioneira de dança contemporânea africana em Angola, é funcionaria do Ministério da Cultura de Angola, onde trabalha há mais de 30 anos.

É mestre de Dança pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa e especialista de Pedagogia, pela Escola Superior de Dança de Lisboa do Instituto Politécnico de Lisboa e autora de várias obras como “A Alquimia da Dança” (1999), “A Companhia de Dança Contemporânea de Angola” (2003), “Para uma História da Dança em Angola – Entre a Escola e a Companhia: Um Percurso pedagógico” (2008), “Memória Viva da Cultura do Leste de Angola” (2012) e “Máscaras Cokwe: A linguagem coreográfica de Mwana Phwo e Cihongo” (2017), entre outros.

A Universidade italiana “Roma Tre” instituiu a “Cátedra Agostinho Neto”, em Março de 2014, através de um protocolo assinado com a Fundação António Agostinho Neto (FAAN) e a União dos Escritores Angolanos (UEA) para o ensino da literatura e da cultura de angolana.

Assuntos Angola  

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