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27 Junho de 2019 | 19h01 - Actualizado em 27 Junho de 2019 | 20h39

Bienal de Luanda serve para aproximar africanos - ministra da Cultura

Luanda - A ministra da Cultura, Maria da Piedade de Jesus, afirmou, nesta quinta-feira, em Luanda, que a Bienal de Luanda - Fórum Pan-Africano sobre a Cultura de Paz tem como foco a aproximação entre os africanos, particularmente a juventude do continente.

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Ministra da Cultura, Maria da Piedade de Jesus

Foto: Henri Celso

De acordo com a governante, que falava na cerimónia de lançamento do evento marcado para Setembro deste ano, trata-se de um certame que assenta em dois eixos: a cultura de paz e a aproximação dos povos pela cultura, tendo ainda como foco a juventude, as mulheres e as crianças.

No quadro dos fóruns de reflexão da Bienal de Luanda, disse, se pretende propor soluções que vão de encontro com os anseios dos jovens, crianças e das mulheres africanas por uma vida melhor.

Maria da Piedade de Jesus referiu ainda que o Executivo pretende, ao levar fora de Luanda algumas actividades, incrementar o turismo nacional, razão pela qual convidou os empresários, empreendedores e os criadores a se associarem, com o intuito de demonstrarem a qualidade da criatividade, produção e representação da cultura angolana, bem como da riqueza do património cultural, natural e imaterial.

Marcado para realizar-se entre os dias 18 e 22 de Setembro, a Bienal de Luanda é uma plataforma que visa desenvolver e consolidar uma cultura de Paz e não-violência, desencadeando um movimento Pan-Africano que promova a diversidade cultural e a unidade africana.

Mais de 15 países africanos e da diáspora, convidados de outros continentes e já confirmaram a sua participação. Entre os países convidados, Egipto, Marrocos, Etiópia, Quénia, Ruanda, Mali, Nigéria, Cabo Verde, República do Congo, RDC, Namíbia, África do Sul, Brasil e Itália já confirmaram as suas presenças na Bienal de Luanda.  

Além de manifestações artísticas e culturais dos seus respectivos países, a Bienal reunirá, na capital angolana, representantes governamentais, membros da sociedade civil, do sector privado, da comunidade artística e científica, instituições e organizações internacionais.

A Bienal concentrar-se-á em quatro eixos que serão desenvolvidos em quatro diferentes espaços na capital do país.

O primeiro é um “Fórum de Ideias e da Juventude”, que visa a disseminação de boas práticas e soluções para a prevenção de crises, resolução e mitigação de conflitos. O segundo é um “Festival de Culturas”, onde os países africanos e a diáspora poderão mostrar a sua diversidade cultural e resiliência aos conflitos e violência. O terceiro eixo está voltado para a “Aliança de Culturas e Desportos pela Paz”.

O último eixo está voltado para construir uma “Aliança de Parceiros para a Cultura da Paz em África”, e visa a mobilização de recursos e parceiros para apoiar a Bienal e desenvolver projectos e iniciativas de maior escala que se mostraram bem-sucedidos no continente africano.

Com o evento tripartido (Angola, União Africana e UNESCO), o país quer promover também a harmonia e irmandade entre os povos através de actividades e manifestações culturais e cívicas, com a integração das elites africanas e representantes da sociedade civil, autoridades tradicionais e religiosas, assim como intelectuais, artistas e desportistas.

A bienal visa ainda a criação de um movimento africano que, possa disseminar a importância da cultura de paz, tendo em conta o desenvolvimento e afirmação dos países africanos em vários domínios, particularmente na defesa dos direitos humanos e das minorias, assim como o combate à corrupção.

A realização  em Angola prova a vontade política do governo em estabelecer uma cooperação  cada vez mais estreita  com a Unesco com vista a promoção  de uma verdadeira cultura de paz em África e representa o reconhecimento do exemplo de Angola no fortalecimento da Paz e da reconciliação nacional.

Assuntos Angola  

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