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10 Setembro de 2019 | 20h31 - Actualizado em 10 Setembro de 2019 | 20h31

Especialistas debatem divergência e convergência do teatro africano

Luanda - A vigésima terceira edição do projecto "Há Teatro no Camões" levou, nesta terça-feira, em debate a divergência e convergência do teatro africano, no Centro Cultural Português, em Luanda.

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Os especialistas Armando Rosa, Pinto Nsimba, Afonso Fernandes e Gilberto Capitango, reunidos numa mesa redonda, consideraram que o teatro africano ainda está “amarrado” ao ocidental, referindo-se a uma aculturação da arte africana.

Porém, defenderam a necessidade do resgate dos acervos culturais, onde de facto o teatro africano deve se espelhar, no sentido de se recuperar os elementos da ancestralidade.

Em declarações à imprensa, a professora do C'Arte, Liliana Nzinga, considerou ser um encontro que ajuda a desenvolver os conhecimentos dos fazedores de teatro.

Em relação a divergência do teatro africano, foi pontada com realce o factor língua, devido ao colonialismo, uma vez que o continente esteve dividido por diversas potencia na altura.

Já as convergências se referem as questões coloniais e ancestrais que são representadas com frequência em várias obras teatrais africanas.

Por outro lado, ficou ainda patente que não há uma definição do que é teatro africano, mas que este acarreta uma série de características que o identifica dos demais (europeu, americano, asiático), tais como a ancestralidade, o quotidiano, a oralidade, a música e dança.

Neste sentido, recomendou-se a massificação das pesquisas como forma de buscar a essência do teatro africano.

A programação foi ainda preenchida com a exibição da peça “Amêsa”, uma adaptação do escritor e dramaturgo José Mena Abrantes, que retrata a história de uma menina cujo nome e idade é um mistério.

Para esta quarta-feira (11), está reservado uma mesa redonda com o tema “Auto-sustentabilidade do teatro angolano” e a exibição da peça “Quem sabe desta vez ele muda”.

Assuntos Cultura  

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