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18 Setembro de 2019 | 21h02 - Actualizado em 18 Setembro de 2019 | 21h09

Agentes culturais abordam pacificação de África

Luanda - A promoção da concórdia e entendimento no continente africano dominou o Fórum de Parceiros, evento inserido na Bienal de Luanda - Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, aberta hoje (quarta-feira), em Luanda, para realçar atitudes que favorecem a convivência entre os homens.

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abertura da 1ª edição da Bienal da Paz

Foto: Francisco Miúdo

Durante o evento, foram apresentados depoimentos e testemunhos de países como China, Itália, Arábia Saudita, Guiné Conacri, Gabão e Coreia, assim como de organismos como Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Banco Islâmico de Desenvolvimento (BID), UNESCO, União Europeia e outros parceiros no desenvolvimento de acções para uma paz sustentável em África através da cultura.

Governantes, agentes culturais e membros da sociedade civil presentes no encontro realçaram a necessidade de África travar uma "guerra" contra o analfabetismo, tráfico de mulheres, violência inter-religiosa e étnica, extremismo religioso e corrupção, para dar os primeiros passos rumo à pacificação do continente.

"É no espírito do homem que vamos encontrar a paz que África precisa", disse na ocasião o chefe da delegação da União Europeia em Angola, Tomas Ulicny, destacando a importância da cultura para se atingir este desiderato.

Segundo ele, em África fala-se mais de 100 línguas diferentes, mas a cultura é um dos elementos que pode unir todo o continente.

A vice-ministra dos negócios estrangeiros de Itália, Emanuela Claudia del Re, ressaltou a importância da alfabetização das populações rurais, tendo em vista à coesão civil e social.

De acordo com a diplomata, é preciso que se aposte na educação das crianças nas suas línguas maternas, para facilitar o processo de alfabetização. "Não se pode falar de cultura de paz sem se falar de identidade cultural", sublinhou.

A Bienal, que termina no próximo domingo, é uma plataforma que visa desenvolver e consolidar uma cultura de paz e não-violência, desencadeando um movimento Pan-Africano que promova a diversidade cultural e a unidade africana.

Sob o lema “Construir e preservar a paz: um movimento de vários actores”, o evento engaja o Estado angolano, a UNESCO e a União Africana.

Assuntos Cultura  

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