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21 Setembro de 2019 | 04h18 - Actualizado em 21 Setembro de 2019 | 12h40

Eduardo Paim "esquenta" Festival da LAC

Luanda - Com uma singela homenagem aos ex-integrantes do Projecto "Sem Kijila", o músico angolano Eduardo Paim protagonizou, na noite de sexta-feira (20), um momento singular na gala de premiação da 22ª edição do Festival da Canção de Luanda.

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Músico Eduardo Paim em actuação no Festival da Canção de Luanda 2019

Foto: Henri Celso

Músico Eduardo Paim em actuação no Festival da Canção de Luanda 2019

Foto: Henri Celso

Como convidado especial da rádio Luanda Antena Comercial (LAC), organizadora do evento, "General Kambuengo" subiu ao palco logo após o anúncio dos vencedores e, por mais de uma hora, brindou a plateia com alguns dos seus melhores temas.

O artista recuou no tempo e interpretou mais de 15 canções que marcaram as décadas de 80 e 90 na lusofonia, entre as quais "Rosa Baila", "São Saudades", "A Minha Vizinha", "Ai Se Eu Te Agarro", "Maravilhas da Ilha", "Nzambi Za" e "Chiquitita".

Inspirado, contagiante e disposto a "sacudir" a plateia com um repertório diversificado que lhe valeu o título de "Rei do Kizomba", Paim cantou, igualmente, "Esse Madié", "Kutonoca", "Som da Banda", "Processos da Banda" e "Manhã de Domingo", as três últimas gravadas em Portugal com Ruca Van-Dunem, ex-colega no projecto "Sem Kijila".

Durante a actuação, a plateia cantou e dançou ao som de Eduardo Paim, que agradeceu a presença dos antigos colegas (Ruca Van-Dunem) na altura de imigrante em Lisboa.

No final, o músico disse à imprensa que "qualquer revolução nunca é feita por uma só pessoa".

"Embora haja mentores e seguidores, os resultados obtidos hoje, com o fenómeno kizomba, foram suados pelas pessoas que homenagiei", expressou, referindo-se, entre outros, a Paulo Flores, Ruca Van-Dunen e Ricardo D'Abreu, antigos parceiros no projecto "Sem Kijila".

Eduardo Paim é um músico angolano que exerceu grande influência no mercado musical nas décadas de 80 e 90, depois do "desaparecimento" de grande parte dos agrupamentos nacionais de semba e merengue, principalmente Jovens do Prenda e Os Kiezos.

No início da década de 90, em Portugal, tornou-se um dos mais influentes promotores do género musical kizomba, que conquistou os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Em 1990, atingiu notoriedade em Portugal, com o CD a solo "Luanda, Minha Banda".

O ponto mais alto da carreira deu-se com a segunda obra, "Do Kayaya", que lhe valeu o primeiro disco de ouro, por vendas superiores a 50 mil cópias.

No terceiro disco, "Kambuengo", com a música "Rosa Baila", Paim chegou ao quarto lugar do top.

Em 2016, celebrou um espectáculo em Luanda pelos 40 anos de carreira, onde recebeu a alcunha de "Marechal Eduardo Paim".

Em mais de 42 anos de carreira, Eduardo Paím Fernandes da Silva gravou discos como "Carnaval" (1981), "S.O.S, Chão da Gente" (1981), "Novembro" (1989), "Luanda, Minha Banda", (1991), "Do Kayaya"(1992), "Kambuengo" (1993), "Ainda há Tempo" (1995), "Kanela" (1995), "Mujimbos" (1998) e "Maruvo na Taça" (2006).

Assuntos Cultura  

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