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19 Setembro de 2019 | 23h30 - Actualizado em 20 Setembro de 2019 | 10h54

Marrocos apresenta-se com vila artística na Bienal

Luanda - Uma vila artística com referência das tradições e ilustrações do património artesanal marroquino foi, oficialmente, inaugurada na noite de quinta-feira, no quadro da Bienal de Luanda - Fórum Pan-Africano para a Cultura da Paz, que decorre na capital angolana desde quarta-feira.

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Desfile de moda durante inauguração da vila do reino do Marrocos na Baía de Luanda

Foto: Nelson Malamba

Vista frontal da Vila do Reino Marrocos na Baía de Luanda

Foto: Nelson Malamba

O espaço montado na Marginal de Luanda projecta a imagem do Reino de Marrocos virada para o futuro, mantendo-se ancorado às raízes especificamente africanas. São ainda visíveis as demonstrações artísticas da culinária e a troca de ideias numa tela que alimenta e nutre a cultura daquele país do Magreb.

No pavilhão está igualmente exposto a obra da Casa do Artesão, agência marroquina encarregue da preservação e da promoção do património ancestral e que colabora com a UNESCO na preservação de profissões artesanais.

A Casa do Artesão divulga a riqueza e a criatividade dos artistas marroquinos, através das exposições similares pelo mundo e nas prestigiadas galerias, designadamente La Fayette, em Paris (França), Harrods, em Londres (Reino Unido), e Kadewe, em Berlim (Alemanha).

As profissões representadas, as demonstrações da degustação da gastronomia magrebina e os grupos musicais mostram a visão sobre uma parte do seu património que defende uma cultura de tolerância, de não-violência que Marrocos coloca ao serviço dos ideais e objectivos desta bienal.

Além da degustação da culinária marroquina e da música, os participantes do Festival de Culturas terão a oportunidade de apreciar e descobrir a beleza do “caftan” durante o desfile de moda da estilista Samira Haddouchi.

A propósito, a embaixadora de Marrocos, Saadia El Alaoui, disse que aspira que esta cultura de paz possa revestir-se de múltiplas formas, nomeadamente nos valores, sistemas de pensamentos, espiritualidade, expressões culturais e artísticas.

Para a diplomata, a vila ilustra a diversidade cultural, a consolidação da paz e a solidariedade entre os povos e o seu desenvolvimento por serem também referencias da Agenda 2063 da União Africana e na Carta da Renascença Cultural Africana.

Por seu turno, a ministra do Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, avançou que o momento serve não só para relançar a cultura mas também para estreitar as relações entre os povos, tendo em vista a multiplicidade de expressões culturais expressa na bienal.

Afirmou que o evento reflecte o empenho do Estado Angolano e um espaço de intercâmbio e de reforço e amizade entre África e a diáspora.

Já a ministra da Cultura, Maria da Piedade de Jesus, enfatizou as “excelentes relações culturais” entre ambos os países, demonstradas pela regularidade de actividades que permitem uma melhor aproximação dos dois povos.

O programa desta quinta-feira reservou de igual modo sessões de cinema, com a exibição de filmes de curta-metragem, teatro infantil, whorkshop sobre semba e kizomba.

Esteve também em evidência as performances de Cabo Verde e do Mali, bem como a amostra gastronómica e o show musical no Palco da Tortaleza com os artistas Kwenele, da África do Sul, Telma Lee, Landrik, Zoca Zoca, Yuri da Cunha, Conjunto 70 e Paulo Flores (angolanos).

A bienal é uma organização tripartida (Angola, União Africana e UNESCO) que  visa, entre outros objectivos, a promoção da harmonia e irmandade entre os povos através de actividades e manifestações culturais e cívicas, com a integração das elites africanas.

A agenda do evento incluiu ainda  os fóruns da juventude e de parceiros, que estão a concentrar os participantes no Memorial Drº António Agostinho Neto.

Trata-se de plataformas de reflexão sobre o futuro de África, com abordagens focadas sobre a educação, ciência, cultura ao serviço da cultura de paz em África, prevenção de conflitos e o papel da mídia na promoção da paz.

Assuntos Angola  

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