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06 Janeiro de 2020 | 14h25 - Actualizado em 06 Janeiro de 2020 | 15h19

Obras do Museu de Arqueologia iniciam no primeiro trimestre

Benguela - As obras de restauro do Museu Nacional de Arqueologia, em Benguela, terão início ainda neste primeiro trimestre do ano (2020), informou o secretário de Estado da Cultura, Aguinaldo Cristóvão.

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Museu Nacional de Arqueologia

Foto: Carlos Morony

Interior do Museu Nacional de Arqueologia

Foto: Carlos Morony

Em declarações à imprensa, no final de uma visita de algumas horas à província de Benguela, onde visitou edifícios já classificados, conjuntos arquitectónicos e monumentos religiosos, o responsável disse que a recuperação do Museu vai passar pela contenção das infiltrações a nível da sua cobertura e o reforço das estruturas.

Aguinaldo Cristóvão, que não avançou a duração nem o orçamento da obra, explicou que o museu vai retomar ainda este ano a sua produção científica e desenvolver um trabalho que possa estar mais próximo dos seus visitantes, através da divulgação das recolhas de peças arqueológicas.

“Definiu-se uma estratégia para que já a partir deste primeiro trimestre possamos começar a desenvolver algumas tarefas visando a recuperação do Museu de Arqueologia”, disse o secretário de estado.

Segundo o responsável, a recuperação do museu é uma das prioridades do sector e as suas obras serão graduais, porque requerem várias especialidades e por possuir uma vasta área, cuja planificação já foi feita para que se possa apresentar aos visitantes uma estrutura mais renovada.

O Museu Nacional de Arqueologia, localizado junto a praia Morena, na cidade de Benguela, chegou a ter um acervo, num passado recente, de nove mil e 150 peças, muitas das quais roubadas nos vários assaltos de que foi alvo ao longo dos anos.

O edifício onde funciona é uma obra dos séculos XVII/XVIII, onde os escravos eram depositados temporariamente antes de serem levados para a América. Ocupa um perímetro de oito mil metros quadrados e foi construído de blocos de pedra calcária, possuindo portões e gradeamentos de ferro maciço.

Depois do fim do tráfico de escravos, o edifício passou a pertencer à Alfândega de Angola. Em 1976, foi neste mesmo edifício criado o Museu Nacional de Arqueologia.

No ano transacto aventou-se a hipótese de recuperação do Museu, num período de 12 meses, o que não se concretizou.

Durante a sua estada na província, o secretário de Estado visitou também a igreja da Nossa Senhora do Pópulo e inteirou-se de projectos para recuperação desta infra-estrutura da Igreja Católica.

“Trata-se de uma igreja centenária com características muito próprias e com necessidades muito específicas em matéria de restauro, na qual foram passados em revista os vários projectos que estão a ser desenvolvidos para recuperação e restauro dos seus bens”, frisou o responsável, avançando que, sendo património cultural, é do interesse do executivo que este processo seja concluído com a reabilitação da própria igreja.

Considerou que a igreja tem uma história muito rica e que deve ser preservada para as futuras gerações, cujo executivo vai apoiar os projectos apresentados para que muito brevemente, de acordo com uma planificação que será feita, os cidadãos possam encontrar o espaço já restaurado para o exercício da actividade religiosa.

Aguinaldo Cristóvão visitou igualmente o Navio Zaire, na cidade do Lobito, o Projecto Cabo Submarino, as instalações do Caminho de Ferro de Benguela, a Açucareira, o reduto de São Pedro, na Catumbela, e o Museu etnográfico, no Lobito, bem como a Rádio Nacional de Angola, em Benguela, e a paróquia da Sé Catedral.

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