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25 Fevereiro de 2020 | 16h09 - Actualizado em 25 Fevereiro de 2020 | 16h07

Agricultura e pesca dominam alegorias no desfile infantil na Catumbela

Catumbela - A agricultura e a pesca dominaram as alegorias dos oito grupos infantis que movimentaram mais de 1.500 figurantes esta terça-feira, na pista de terra batida da marginal da Catumbela, dando o pontapé de saída do desfile competitivo de Carnaval em Benguela, edição 2020.

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BENGUELA: Grupo infantil Candengues dos Malambas

Foto: António Lourenço

Não obstante o atraso de uma hora devido à chegada tardia ao município da Catumbela, palco do Entrudo, o grupo “Tira Havaiana”, do Balombo, ao ritmo do semba, apresentou um carro alegórico que retrata a vida no campo, enquanto os 100 figurantes combinavam danças tradicionais e modernas entoando em uníssono: “Trabalhemos em união na agricultura”.

“Recebemos o telegrama do presidente” foi o tema principal escolhido pelos foliões do Balombo, dos 10 aos 15 anos, que, durante 15 minutos, dançaram kazukuta e afro-house como se fosse uma ponte cultural entre o passado e o presente, projectando o futuro do Carnaval .  

“Catumbela - terra fértil” foi o tema do conjunto anfitrião, Américo Boavida, composto por 150 integrantes, que também passaram pela pista do desfile infantil com uma coreografia harmoniosa marcada por ritmos tradicionais típicos desta região do litoral da província de Benguela.

Com uma homenagem aos pescadores do Lobito Velho, através de uma alegoria que retrata um barco de pesca em pleno mar, o Unidos do Lobito levou o desfile infantil ao rubro, com os 180 integrantes a mostrarem como se dança kazukuta em clima de festa.

Do município do Cubal, veio o grupo baptizado com o nome do primeiro presidente de Angola, António Agostinho Neto. Durante o desfile de 15 minutos, os 250 figurantes lembraram a histórica batalha do Cuito Cuanavale, com uma alegoria que retratou o monumento aos heróis construído pelo governo angolano naquela região do país.

Já o Candengues dos Malambas, do município de Benguela, com 130 membros, entre crianças e adolescentes, também se exibiu pela marginal da Catumbela, mas ao estilo musical rumba, tendo como tema principal o combate ao tráfico de menores.

Rebita é outra dança típica que também esteve em destaque na apresentação do Horizonte da Baía Farta, outro concorrente do desfile infantil, com 355 figurantes, que fez menção à necessidade do uso obrigatório do capacete por parte dos motociclistas.

Os grupos Martíres do Kuito e União Juvenil, respectivamente, dos municípios do Bocoio e de Caimbambo, também desfilaram na pista de terra batida da marginal de cerca de três quilómetros, ao longo do rio Catumbela, ao passo que as Águias do Lobito desistiram por falta de condições financeiras.

Terminado o desfile competitivo infantil, a marginal da Catumbela recebe esta tarde os 12 grupos no escalão de adultos, que disputam o primeiro lugar, cujo prémio está avaliado em um milhão e 500 mil kwanzas.

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