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11 Agosto de 2020 | 14h14 - Actualizado em 11 Agosto de 2020 | 14h14

Lusófonos lembram Waldemar Bastos

Luanda - A morte do músico angolano Waldemar Bastos, ocorrida nesta segunda-feira, continua a fazer eco em várias plataformas de informação da lusofonia, em particular de Portugal.

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Músico Waldemar Bastos

Foto: Gaspar dos Santos

O músico morreu aos 66 anos, em território português, vítima de cancro, deixando um clima de dor e luto na classe artística do país e do Mundo, que continua a valorizar os seus feitos.

Com mais de 40 anos de carreira, Waldemar Bastos foi um dos mais notáveis artistas lusófonos da "world music" e dos primeiros angolanos a internacionalizar a  carreira.

Nesta terça-feira, a morte do artista é destacada em vários jornais e portais de notícias em Portugal, Angola e Cabo Verde, como tributo a um criador que ganhou o Mundo com a sua voz e versatilidade rítmica e melódica peculiar.

O Jornal O Público, por exemplo, estampa na capa da sua edição de hoje uma foto do artista agarrado ao seu violão, com o título "1954-2020 O Adeus de uma voz de Angola e do Mundo...".

Já na segunda-feira, horas depois de confirmada a morte do artista, o mesmo jornal havia escrito na sua página on line "Morreu Waldemar Bastos, figura maior da música angolana e do mundo".

O Jornal Correio da Manhã também destaca a morte do conceituado artista, com o título "Morreu o músico angolano Waldemar Bastos vítima de cancro. Tinha 66 anos".

Na mesma linha, o Diário de Notícias escreve "Morreu o músico angolano Waldemar Bastos", enquanto o Observador vai mais longe, titulando "Morreu o músico angolano Waldemar Bastos, nome consagrado da world music e voz crítica de José Eduardo dos Santos".

O Jornal i:, também de Portugal, titula na sua edição de hoje "Waldemar Bastos. Morreu um dos maiores músicos da língua portuguesa".

Na segunda-feira, a RTP destacou, na sua página on line, "Morreu o músico angolano Waldemar Bastos", título semelhante ao da Voz da América, que grafou "Morreu Waldemar Bastos".

A Agência Noticiosa de Cabo Verde (Inforpress), por sua vez, destacou o facto na sua emissão de segunda-feira, com o título "Óbito: Morreu músico angolano Waldemar Bastos".

A propósito da morte, o músico cabo-verdiano Ramiro Mendes, dos Mendes Brothers, escreveu na sua página de Facebook "Meu Caro! Gigante da musica angolana e do mundo! Esta noticia eu nao esperava receber! R.I.P."

(Por dentro)

Waldemar dos Santos Alonso de Almeida Bastos, conhecido como Waldemar Bastos, nasceu em M'Banza Kongo, capital da província do Zaire, a 4 de Janeiro de 1954.

Começou a cantar em idade muito precoce, utilizando instrumentos do seu pai. Após a independência, em 1975, rumou para Portugal.

Foi um dos mais notáveis músicos da Angola independentemente, ao lado de nomes sonantes, como Barcelo de Carvalho Bonga, Elias Dya Kimuezu, Alberto Teta Lando, Ruy Mingas, André Mingas, Filipe Mukenga, entre outras vozes clássicas.

Em mais de 40 anos de carreira, foi distinguido com um Diploma de Membro Fundador da União dos Artistas e Compositores (UNAC-SA) e com Prémio Award, em 1999, pela World Music.

Dono de voz inconfundivel e composições de grande valor patriótico, trabalhou com vários artistas de renome no Mundo, entre as quais Chico Buarque, Dulce Pontes, David Byrne, Arto Lindsay e Ryuichi Sakamoto.

Nas suas várias andanças pelo Mundo, teve o privilégio de actuar com a Orquestra Gulbenkian, a London Symphony Orchestra e a Brazilian Symphony Orchestra, momentos que o artista chegou a considerar dos mais marcantes da carreira.

Amante dos Bee Gees e de Carlos Santana, recebeu, em 2018, o Prémio Nacional de Cultura e Artes, a mais nobre distinção cultural da República de Angola.

Em 2017, foi considerado Músico e Cantor Internacional do ano, no X Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora, em Lisboa, ocasião em que foi elogiado por defender a democracia e os direitos humanos.

Discografia

1983: Estamos Juntos (EMI Records Ltd) 989: Angola Minha Namorada (EMI Portugal) 1992: Pitanga Madura (EMI Portugal) 1997: Pretaluz [blacklight] (Luaka Bop) 2004: Renascence (World Connection) 2008: Love Is Blindness (2008) 2012: Classics of my soul (2012)

Assuntos Angola  

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