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15 Fevereiro de 2003 | 21h44

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Luanda, 15/02 - A reunião dos ministros das RelaçõesExteriores de Angola, RDCongo e do Uganda, ocorrida em Luanda,para a analise da situação prevalecente na região de Ituri (leste da RDC), dominou o noticiário político nacional da semana.

Os três governantes, nomeadamente, João Miranda (Angola), LeonardShe Okitundu (RDC) e Maiombo Otafiri (Uganda), elaboraram as modalidades práticas para o lançamento da Comissão de Pacificação da região, napresença do representante especial do secretário-geral da ONU na RDC, Namanga Ngongi.

Os diplomatas acordaram que o Uganda deve garantir a segurança detodos os participantes nos trabalhos da Comissão.

O conflito em Ituri foi provocado pela presença de tropassaídas do Uganda e Rwanda, como denunciou o ministro dos NegóciosEstrangeiros do Congo Democrático, que se manifestou, no entanto, esperançado de que o diálogo de Luanda permitirá a retirada das tropas e consequentemente a normalizadas das relações entre osdois países.

A situação em Ituri está a deteriorar-se cada vez mais pela disputa deterras e há conflitos sangrentos entre diversas comunidades, que têm como fundamento razões de natureza tribal, económicas e políticas.

A semana registou a visita ao país do secretário de Estado daCooperação e Negócios Estrangeiros de Portugal, António Lourenço dosSantos, que considerou haver entendimento entre as autoridades dos dois países para a continuação do diálogo Europa/África.

Disse que Angola e Portugal defendem que o relacionamento entre osdois continentes não pode ser questionado ou ficar refém de um problemabilateral do Zimbabwe e Reino Unido. Uma cimeira Europa/África que deveria ter lugar em Lisboa foi adiada "sine die", devido ao diferendo entre o Zimbabwe e o Reino Unido.

Anunciou que o novo programa de cooperação trianual entre Angola ePortugal começará a ser implementado em Janeiro de 2004, devendo até láserem executadas tarefas preparatórias para conceber o plano.

António dos Santos esteve em Luanda a preparar a visita doPrimeiro-ministro Luso, Durão Barroso, ainda sem data marcada, e manteve encontros com membros dos Governo no âmbito do relançamento dacooperação bilateral que disse ser boa.

Os últimos sete dias foram ainda marcados por contactos telefónicosque o chefe de Estado, José Eduardo Dos Santos, manteve com os seushomólogos dos EUA, George Bush, e Jacques Chirac, da França, além dovice-presidente norte-americano, Dick Cheney, e o primeiro-ministro dePortugal, Durão Barroso, sobre a questão do Iraque.

A República de Angola é, desde Janeiro, membro não-permanentedo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Eduardo Dos Santos recebeu, esta semana, uma mensagem escritado presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, cujo teor retracta oreforço das relações bilaterais. A missiva foi-lhe entre pelo embaixador da Palestina na África do Sul, Salman El Herfi, que congratulou-se com a pazalcançada e pelos esforços do Governo tendentes àreconstrução e desenvolvimento do país.

Nesta semana, o estadista angolano recebeu um convite doseu homólogo israelita, Moshe Katzav, para efectuar uma visita oficial a Israel.

A luta contra a Sida esteve no centro de uma audiência que EduardoDos Santos concedeu esta semana ao presidente do Conselho de Administração do Hospital das Clínicas de São Paulo (Brasil), David Uip .

Durante a semana, registou-se a proposta do secretário-geral da ONU,Kofi Annan, que pretende ver o coordenador residente das Nações Unidasem Luanda a assumir a responsabilidade por todas as actividades da organização em Angola.

No entanto, o Conselho de Segurança decidiu, em reunião ordinária deconsultas, recomendar o fim do mandato da Missão das Nações Unidas emAngola (MINUA), expirado à 15 deste mês.

Outro destaque foi o facto de o secretário-geral do MPLA,João Lourenço, ter refutado as constantes acusações de dirigentesdo "galo negro", segundo as quais o Governo não tem estado a prestar adevida atenção à assistência dos seus ex-militares e familiares, bem comoà sua formação profissional.

A semana política foi marcada pelas declarações do presidente da Assembleia Nacional, Roberto de Almeida, que acusa alguns círculos nacionais e internacionais de actuarem de má fé, desgastando a imagem do país, por alegada falta de transparência na gestão dos bens públicos.

Constituiu também destaque a necessidade de atribuição de verbas às missões consulares para que estas possam ajudar os quadros angolanos que manifestem o desejo de regressar ao país, e participarem na sua reconstrução, defendida por responsáveis consulares de Angola, reunidos em Luanda.

Os últimos sete dias foram ainda marcados pelo assinalar dos primeiros dois meses do novo Governo, marcados por programas pragmáticos e concretos para a solução dos problemas de curto prazo,principalmente nas áreas de reinserção social e das obras públicas.