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18 Novembro de 2009 | 20h56 - Actualizado em 19 Novembro de 2009 | 16h23

Percurso de Lúcio Lara em foto-biografia

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Nacionalista Lúcio Lara ?Tchiweka?

Foto: Angop

Luanda - A Associação Tchiweka apresentou terça-feira, em Luanda, na sede nacional do MPLA, o álbum foto biográfico de Lúcio Lara “Tchiweka”, intitulado “Imagens de um percurso”.

A cerimónia, presidida pelo vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, foi organizada pela Associação Tchiweka Documentação (ATD), em homenagem ao partido no poder e ao lugar onde Lúcio Lara trabalhou durante um longo período dos seus 80 anos de vida.

“Quisemos que tivesse lugar na sede do seu MPLA de sempre, neste edifício onde Lúcio trabalhou e se cruzou, diariamente, com muitos dos que neste momento estão aqui presentes”, frisou Paulo Lara, membro fundador da Associação Tchiweka Documentação, anunciando a apresentação formal no dia 28, no Museu de História

Natural.

Por sua vez, Roberto de Almeida disse que a figura de Lúcio Lara “está intrinsecamente ligada à génese e desenvolvimento do movimento independentista de Angola e de todo o continente africano das antigas colónias portuguesas.

Realçou a figura de Lúcio Lara, afirmando ser uma espécie de “ser omnipresente” nas organizações de luta pela independência. “Não existe organização nacionalista desde os primórdios da luta pela independência que Lúcio Lara não tenha integrado como co-fundador, dirigente, ou simples militante", enfatizou Roberto de Almeida.

Entre outras organizações, integrou a Casa dos Estudantes do Império, Clube Marítimo Africano, MPLA, Amplo Movimento Anti Colonialista, que mais tarde viria a denominar-se Frente Revolucionária Africana para a Independência Nacional (FREIN), a CONCP, além da estreita colaboração que prestava aos movimentos do PAIGC e FRELIMO.

O vice-presidente do MPLA sublinhou ainda o papel de Lúcio Lara ou "comandante Tchiweka", como é conhecido, desde a génese do MPLA. “A partir da Guiné Konacry o trabalho de Lúcio Lara foi fundamental para a instalação do MPLA na então Leópoldville, ponto a partir do qual, apesar dos obstáculos criados pelo inimigo, foi possível irradiar a acção política de sensibilização, formação e propaganda junto das comunidades de imigrantes angolanos e mais tarde no seio do povo angolano”.

O momento simbólico da chegada da delegação do MPLA a Luanda, em Novembro de 1974, foi também lembrado por Roberto de Almeida, destacando a figura de Lúcio Lara, enquanto chefe da comitiva recebida em apoteose no aeroporto de Luanda.

“Devido à sua participação activa e decisiva em todos os níveis do MPLA coube a Lúcio Lara chefiar a delegação do movimento que a 8 de Novembro de 1974 chegou a Luanda, reacendendo a chama de nova esperança que contagiou todo o povo sedento de libertação”, disse Roberto de Almeida.

Para o vice-presidente do MPLA o livro deve servir de exemplo para os antigos combatentes, e também para as novas gerações que nele “podem encontrar inspiração para se lançarem na luta pela conquista dos ideais mais nobres dos filhos da nossa querida pátria”.

Roberto de Almeida considerou Lúcio Lara “incansável como dirigente eminente do MPLA”, frisando o papel de organizador e formador de consciências.

“Lúcio Lara – Imagens de um percurso”, que assinala os 80 anos do "comandante Tchiweka", tem 290 páginas 300 fotografias do arquivo pessoal de Lúcio Lara e outras 200 estão num CD inserido numa bolsa colada ao livro, que também trás depoimentos de contemporâneos, panfletos e recortes de imprensa.

A sua dedicação em documentar a trajectória da luta de libertação e a sua própria participação nela, resultou na publicação de três volumes do livro “Um Amplo Movimento”, igualmente com a chancela da Associação Tchiweka Documentação.

Por sua vez, em declarações ao Jornal de Angola, o secretário-geral do MPLA, Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse”, considerou de “iniciativa louvável” o álbum foto biográfico de Lúcio Lara.

Dino Matrosse sublinhou que apesar de não reunir toda a trajectória de Lúcio Lara, “no livro há muita coisa para aprender, sobretudo as nossas gerações mais jovens, que não conhecem bem a História de Angola”, nem conhecem a trajectória de Lúcio Lara.

“Lúcio Lara é um homem que deve merecer da nossa parte a maior dedicação, por tudo o que fez por Angola, pelo povo e pelo MPLA. Iniciativas como esta são sempre bem vindas, até porque ele está doente e nós gostávamos de tê-lo por muitos mais anos”, disse Dino Matrosse.