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17 Agosto de 2010 | 07h09 - Actualizado em 25 Agosto de 2010 | 08h38

Gaboneses comemoram hoje 50 anos de independência

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Bandeira da República do Gabão

Foto: Angop

Luanda - Os gaboneses comemoram hoje, terça-feira, o quinquagésimo aniversário da independência da colónia francesa, proclamada a 17 de Agosto de 1960.

Os primeiros europeus a chegarem ao actual Gabão foram comerciantes portugueses, que chegaram à região no século XV, e deram à região o nome de "Gabão" (uma espécie de casaco, cujo formato lembrava o do estuário na foz do rio Komo).

A costa gabonesa tornou-se num entreposto de escravos. Logo vieram, no século seguinte, os comerciantes holandeses, britânicos e franceses.

A França assumiu o “status de protectora" do território gabonês após assinar tratados com os chefes tribais locais em 1839 e 1841.

No ano seguinte, missionários norte-americanos estabeleceram uma missão em Baraka (a actual cidade de Libreville, capital do país) em 1842. Em 1849, os franceses capturaram um navio de escravos e libertaram-nos na embocadura do rio Komo. Os escravos libertos baptizaram o assentamento de Libreville (cidade livre, em francês).

Os exploradores franceses penetraram as densas selvas gabonesas entre 1862 e 1887. A França ocupou formalmente o Gabão em 1885, mas só começou efectivamente a administrá-lo em 1903.

Em 1910, o Gabão se tornou um dos territórios da África Equatorial Francesa, uma federação que existiu até 1959 e se tornou independentes a 17 de Agosto de 1960.

O primeiro presidente eleito do país foi Leon M'Bá, em 1961. Quando M'Bá morreu, em 1967, foi substituído por Omar Bongo, que governou até sua morte, em 2009, ostentando o recorde de governantes há mais tempo no poder em um país africano.

Quase toda a população gabonesa, estimada em cerca de 1.208.436 pessoas, é de etnia bantu. O país tem cerca de 40 grupos étnicos com línguas e culturas separadas. O maior de todos estes grupos é o fang. Outros grupos incluem os myene, bandjabi, eshiras, bapounous e okandé.

A língua francesa é a oficial. Mais de 10 mil franceses vivem no Gabão, e as influências culturais e comerciais da França predominam.

Em Março de 1991 foi adoptada uma nova constituição que prevê uma declaração de direitos de estilo ocidental, a criação de um Conselho Nacional de Democracia para supervisionar e garantir esses direitos e um conselho consultivo governamental para assuntos económicos e sociais.

Eleições legislativas multipartidárias realizaram-se em 1990-1991, apesar de nessa altura ainda não se ter formalizado a legalização dos partidos da oposição.

O presidente do Gabão, El Hadj Omar Bongo, foi reeleito em Dezembro de 1998 conquistando 66% dos votos. Embora os principais partidos da oposição tenham feito acusações de que as eleições foram manipuladas, não se assistiu à turbulência que se seguiu às eleições de 1993.

O presidente mantém vastos poderes, tais como a capacidade de dissolver a Assembleia Nacional, de declarar o estado de sítio, de adiar legislação, de determinar a realização de referendos e de nomear e demitir o primeiro-ministro e os membros do governo.

O Gabão é um país africano limitado a norte pelo território da Guiné Equatorial e pelos Camarões, a leste e a sul pelo Congo e a oeste pelo Oceano Atlântico e pelo Golfo da Guiné, por onde é vizinho próximo de São Tomé e Príncipe e da ilha de Pagalu (Guiné Equatorial). A capital é Libreville.

Tem uma renda per capita 4 vezes maior que os países vizinhos. Isto ajudou a reduzir os índices de pobreza extrema mas, devido à desigualdade de distribuição de renda, uma boa parcela da população permanece pobre.

O país dependia da produção de manganês e de madeira até que o petróleo foi descoberto em sua costa na década de 1970. O petróleo representa hoje 50% do Produto Interno Bruto e 80% das exportações.

Cerca de 60% da força de trabalho do país está na agricultura. Há poucas indústrias de transformação no país. Um dos motivos é o seu reduzido mercado interno. Outros são a sua dependência do mercado francês e o seu pouco contacto comercial com países vizinhos.

Para assistir as celebrações da independência, encontra-se no Gabão o presidente do parlamento angolano, António Paulo Kassoma, que representa o Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos.

OS presidentes do Senegal, da República Centro Africana (RCA), do Mali, de São Tomé e Príncipe, da República Democrática do Congo (RDC), do Burkina Faso, do Togo, dos Camarões, do Tchad, do Benin, de Cabo Verde, da Zâmbia e da Nigéria, são também convidados do Presidente gabonês, Ali Bongo Ondimba.

A França, país colonizador, será representada pelo presidente do Senado, Gerard Larcher, e a sua presença está a ser vista como um marco importante no reforço da cooperação franco-gabonesa.

Para as festividades, abertas oficialmente no dia 15 de Agosto, está prevista realização de um desfile civil e militar, que decorrerá na presença de vários líderes africanos convidados pelo presidente gabonês, Ali Bongo Ondimba.