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09 Novembro de 2011 | 19h27 - Actualizado em 09 Novembro de 2011 | 19h26

Batalha de Kifangondo determinou proclamação da independência de Angola

Angola 36 anos

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Luanda - A batalha de Kifangondo foi determinante para a proclamação da independência de Angola, a 11 de Novembro de 1975, disse hoje, quarta-feira, em Cacuaco, o vice-ministro da Defesa Nacional para os recursos materiais e infra-estruturas, General Salviano de Jesus Sequeira "Kianda".

 
Afirmou que a proclamação da independência de Angola é o resultado de longa e árdua luta política e armada de muitos anos contra o regime colonial português, levada cabo por movimentos de libertação nacional como a  FNLA, MPLA e Unita.


O general fez esta declaração durante uma palestra que proferiu no local na presença do administrador municipal, Manuel Cafussa, entidades tradicionais, religiosas, políticas, militares e para militares, estudantes do ensino médio e do I e II ciclos, no âmbito do programa municipal de 11 de Novembro.

"A batalha de Kifangondo serviu para travar o avanço da FNLA a Luanda, que pretendia proclamar a independência do país, cuja batalha durou mais de quarenta minutos com a utilização de todo tipo de armas, mas o derrube da ponte por parte das FAPLA impediu o avanço dos opositores em direcção a capital, às cinco horas de madrugada do dia 10 de Novembro de 1975", precisou.


Recordou ainda que a FNLA trazia consigo soldados dos exércitos zairense, mercenários sul-africanos, tropas do exército português e guerrilheiros sob comando do coronel português, Santos e Castro, mas não tiveram sucessos porque os comandos destes tres grupos não o obedeciam. 


Quanto ao material militar apreendido naquela batalha é possível vê-lo, pois encontra-se exposto no museu das forças armadas e constam deste armamento de diverso calibre (artilharia, canhões, baterias e morteiros de longo e curto alcance).


Afirmou que as FAPLA, disse, contou com o apoio de oficiais cubanos e com cerca de 95 porcento de angolanos que utilizaram BRDM 2, BTR, que atingiram o carro blindado inimigo na estrada do Panguila e impediu a passagem dos outros meios bélicos e soldados estimados em três mil homens que vinham em direcção aos pontos estratégicos da cidade de Luanda.


Explicou que a intenção dos mercenários era dirigir-se a cidade alta, aeroporto, Rádio Nacional, bairros Popular, Cuca e Cazenga para proclamar a independência, bem como os guerrilheiros que espalhariam o pânico nos bairros periféricos da cidade a partir de Cacuaco.


Recordou ainda que a batalha foi travada pelo comando da Nona Brigada e antes de montar a defesa no morro do Kifangondo, houve uma série de combates em Caxito, e posteriormente a FNLA fez uma contra-ofensiva e recuaram até ao Kifangondo.


Afirmou que das ex-colónias portuguesas como Moçambique, Cabo-Verde, São Tomé Príncipe proclamaram as suas independências quase de forma harmoniosa, mas Angola, considerada a jóia da colónia portuguesa, devido aos recursos que possui, a questão foi conturbada.


Para tal, explicou que o MPLA já previa que a transição para a independência seria conturbada, não só pelas contradições político-históricas, entre os três movimentos de libertação, mas também da guerra fria que se travava entre os dois blocos da OTAN e do Pacto de Varsóvia.

Salviano de Jesus Sequeira "Kianda", nasceu e estudou em Luanda, aos 20 anos de idade ingressou nos serviços da tropa colonial portuguesa, mas desertou em 1968, tendo se refugiado para ex-república do Zaire, a partir do Luvu, para ingressar no MPLA, onde foi preso pelo exercito daquele país no campo militar Tenente Coronel KoKoló.


A 24 de Abril de 1969 fugiu com alguns companheiros para o Congo Brazzaville, tendo sido colocado na segunda região político-militar, como comandante de artilharia até 1974 e foi um dos assinantes da proclamação das FAPLA.

Assuntos Província » Luanda  

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