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09 Julho de 2011 | 18h07 - Actualizado em 09 Julho de 2011 | 18h07

Proclamada independência da República do Sudão do Sul

África

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Juba (Do enviado especial) – A independência da República do Sul do Sudão, traduzida na separação do seu território do vizinho do norte, teve lugar hoje (sábado), em Juba, em cerimônia testemunhada por mais de 30 chefes de estado ou seus representantes, incluindo o de Angola, constatou a Angop no local.

O acto de proclamação de independência do Sudão do Sul, que se tornou assim no 54 Estado independente de África e 193 do mundo, foi presidido pelo presidente da Assembléia Legislativa do país, James Wani Igga, e decorreu no Mausoleu John Garang, na capital da jovem nação.

Angola esteve representada na cerimônia por uma delegação chefiada pelo secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, em representação do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos.

Manuel Augusto encontra-se desde sexta-feira a tarde em Juba, a frente de uma delegação composta pelo secretário para as Relações Internacionais do MPLA, Afonso Van-Dúnem Mbinda, do chefe do Estado Maior Adjunto para a Área Operativa e Desenvolvimento das Forças Armadas Angolanas (FAA), general Jorge de Barros Nguto, e do embaixador Dombele Bernardo.

A cerimônia de proclamação foi seguida da promulgação da Constituião de Transição da República do Sudão do Sul, pelo primeiro- vice-presidente do Sudão e presidente do Governo do país, general Salva Kiir Mayardit, que na ocasião prestou juramento como  primeiro Chefe de Estado.

Durante o evento, vários dignitários subiram ao podium para dirigir mensagens de felicitações, encorajamento e recomendações ao Governo e povo do Sudão do Sul.

Entre os dignitários, destaque para o presidente do Quénia, Mwai Kibaki e o primeiro-ministro da Etiópia, Meles Zenawi, nas suas respectivas qualidades de presidente do Sub-Comité da Autoridade Intergovernamental para o Sudão (IGAD) e secretário do mesmo órgão.

Também discursaram na ocasião o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Joseph Deiss, o secretario-geral da mesma instituição mundial, Ban Ki Moon e o representante da Comissão da União Aricana, entre outras figuras.

O nascimento da República do Sudão do Sul, com uma população de aproximadamente nove milhões de habitantes, na maior parte cristã, como a mais recente nação africana, segue-se a um referendo realizado em Janeiro deste ano que determinou a sua separação do seu vizinho do norte com predominância árabe e muçulmana.

O território com uma reserva petrolífera de 80 porcento do potencial da região, ganhou estatuto de região autónoma na sequência de um acordo assinado em 2005 entre o Governo do Norte do Sudão sedeado em Cartum e o Movimento Popular de Libertação do Sudão (SPLM), pondo termo ao mais longo conflito em África e que matou cerca de cem mil pessoas e deslocou milhares de outras.

O Sudão, país mais vasto do continente africano, foi colonizado de 1899 a 1955 pela Inglaterra que administrou o Norte e o Sul como entidades separadas, colocando rígidas restrições no movimento recíproco das populações de um lado e de outro, com evidente favorecimento para o primeiro que responde por cerca de dois terços do território e população total.

O Sudão do Sul é limitado a Norte pelo Sudão do Norte, Etiópia a leste, Quénia, Uganda e República Democrática do Congo a sul e a República Centro Africana a oeste.