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21 Setembro de 2011 | 16h15 - Actualizado em 21 Setembro de 2011 | 16h48

Dados do cidadão José Eduardo dos Santos, que teve a juventude dedicada à Nação

Biografia

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Em 21 de Setembro de 1979, José Eduardo dos Santos foi investido no cargo de Presidente da República

Foto: Angop

 

 
Luanda - Eis os dados biográficos do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, com uma juventude marcada por uma dedicação absoluta a Angola e ao povo angolano.


            
José Eduardo dos Santos nasceu em 28 de Agosto de 1942, em Luanda, filho de Eduardo Avelino dos Santos, pedreiro reformado, e de Jacinta José Paulino, doméstica, ambos falecidos. Frequentou em Luanda o ensino primário e, posteriormente, o ensino secundário, no então Liceu Nacional Salvador Correia.
 


Nos finais da década de 50 (1956), com o maior protagonismo que ganhou o nacionalismo africano, com a fundação do MPLA (partido no poder), Dos Santos, estudante do liceu Salvador Correia, em  Luanda, iniciou a actividade política em grupos clandestinos nos bairros periféricos da capital do país.

 
Para se inserir no centro da luta, em 7 de Novembro de 1961, clandestinamente saiu do país para o Congo-Léopoldville (actual República Democrática do Congo), com mais seis jovens.


 
Aos 20 anos de idade, a direcção do movimento nomeia-o para desempenhar as funções de vice-presidente da JMPLA, organização juvenil da qual foi co-fundador e primeiro representante do MPLA na República do Congo-Brazzaville.
     


Após licenciatura, especializa-se na escola especial de Telecomunicações Militar, durante um ano, que o possibilita exercer as funções de Operador-Chefe do Centro principal de comunicações da Frente-Norte e de responsável adjunto na segunda região Político-Militar (em Cabinda).


 
Em Novembro de 1961, José Eduardo dos Santos abandona o país, aderindo à organização da juventude do MPLA, de que foi um dos fundadores, e designado coordenador dessa organização e, ao mesmo tempo, como primeiro representante do MPLA em Brazzaville, República do Congo.


 
Com a intensificação da luta contra o colonialismo português, Dos Santos integra a ala guerrilheira do MPLA, o EPLA, em 1962. 


 
Em 1963, Novembro, beneficiando de uma bolsa de estudo, parte para a então União Soviética, ingressando o Instituto de Petróleos e Gás de Bakú, onde se licenciou em Engenharia de Petróleos, em Junho de 1969.


 
Concluída a licenciatura, frequentou ainda, durante um ano, um curso militar de telecomunicações, tendo sido, ao longo desse período, dirigente da Secção de Estudantes Angolanos na URSS.

 
De 1970 a 1974, de regresso ao país, desempenha, sucessivamente, as funções de operador do centro principal de comunicações da Frente Norte, e de responsável adjunto pelos serviços de telecomunicações, na segunda região político-militar do MPLA, em Cabinda.


 
De 1974-1975 é designado membro da Comissão provisória de reajustamento da Frente Norte e responsável pelas finanças da Segunda Região político-militar do MPLA, em Cabinda.


 
Em Setembro de 1974, na Conferência Inter-Regional do MPLA, realizada na Frente Leste (Moxico), José Eduardo dos Santos foi eleito membro do Comité Central e do Bureau Político, assumindo, então, a coordenação da actividade política e diplomática, ao nível da Segunda Região.

 
Nesse mesmo ano, assume, novamente, as funções de representante do MPLA em Brazzaville, que exerce até Junho de 1975.

 
Cessando nesse ano as funções em Brazzaville, regressa, finalmente, a Luanda, onde assume as funções de coordenador do Departamento de Relações Exteriores do MPLA. A par da organização desses serviços, envolve-se na intensa campanha diplomática que antecedeu a independência e que a conduziria a capitais africanas.


 
Em Novembro de 1975, após a proclamação da Independência Nacional é constituído o primeiro Governo da então denominada República Popular de Angola, onde José Eduardo dos Santos foi nomeado Ministro das Relações Exteriores.


 
Nessa qualidade, dirige a campanha diplomática que conduzira ao reconhecimento e admissão de Angola como membro da ONU, em Dezembro de 1976.


 
Em Dezembro de 1977 realizou-se o primeiro Congresso do MPLA, onde foi reeleito pelo Congresso como membro do Comité Central e do Bureau Político.


 
José Eduardo dos Santos foi depois nomeado para, sucessivamente, exercer as funções de Secretário do Comité Central do MPLA para a Educação, Cultura e Desportos; para Reconstrução Nacional; e para o Desenvolvimento e Planificação.


 
No mesmo período, é chamado a exercer novas funções governamentais, primeiro como vice-primeiro-ministro, até 1978, depois como ministro do Plano.


 
Em 21 de Setembro de 1979, tendo falecido Agostinho Neto, primeiro Presidente da República e também Presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos sucede-o na presidência do MPLA e, por inerência, foi investido nos cargos de Presidente da República Popular de Angola e de Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA).

 
Em 9 de Novembro de 1980, foi reconduzido em todos os seus cargos pelo 1º Congresso Extraordinário do MPLA, tendo passado a assumir também o cargo de Presidente da Assembleia do Povo, o Parlamento Angolano.

Na primeira metade da década oitenta, assistiu ao lançamento das primeiras tentativas de reformas políticas e económicas que se foram sucedendo, sempre sob pressão da situação de guerra que impediu a rapidez e eficácia da sua materialização.

 
O 2º Congresso do MPLA-PT, realizado em 1985 confirmou José Eduardo dos Santos em todos os seus cargos.

 
Com a criação, em 1980, da Assembleia do Povo (parlamento angolano), José Eduardo dos Santos é eleito Presidente do órgão legislativo até a sua extinção em 1991, ao abrigo do protocolo de Bicesse, que viabilizou a realização das eleições de 1992.

 
Zédu, como também é conhecido, ascendeu ao grau de General do Exército, a mais alta patente militar em Angola, em 9 de Dezembro de 1986.

Entre 1986 e1992, José Eduardo dos Santos dirige os seus esforços para o processo de pacificação do país que assiste, então, à retirada das tropas invasoras sul-africanas do território angolano e ao repatriamento do contingente auxiliar cubano.


 
A partir daí, com a evolução da situação internacional marcada na região, em especial pela independência da Namíbia, são lançadas as negociações que culminaram, em Bicesse, na assinatura dos acordos de paz, abertura de Angola ao pluralismo político,  economia de mercado e, sobretudo, à organização e realização de eleições democráticas multipartidárias.


 
Em Setembro de 1992, realizam-se as primeiras eleições legislativas e presidenciais em Angola, onde o MPLA conquista a maioria nas legislativas e José Eduardo dos Santos ganha também a primeira volta das presidenciais, com 49,57 porcento, e o seu partido, o MPLA, conquistou a maioria absoluta.


 
 
Distinções

 
Em reconhecimento a sua participação na luta armada e de libertação, a Universidade de Moscovo distingue José Eduardo dos Santos, em 1969, com a medalha "Patrice Lumumba".

 
A Fundação "Palmares", uma instituição governamental brasileira atribuiu-lhe a medalha de ouro "Zumbi dos palmares", a 20 de Novembro de 1989.

 
A Assembleia do  Povo, na nona sessão e última em regime monopartidário, em 20 de Março de 1991, distinguiu José Eduardo dos Santos com a máxima distinção do Estado angolano, a "ordem Agostinho Neto".

 
Em 29 de Abril de 1993, em reconhecimento aos seus Esforços em prol de uma "Angola democrática, livre e pacífica", o instituto nacional norte-americano da liberdade "National Freedom Institute, INC" distingue-o com um certificado.


A Comissão Nacional para a Justiça Racial da Igreja Unida de Cristo dos Estados Unidos agracia-lhe, em Dezembro de 1991, com a Medalha "National Racial Justice", em reconhecimento a sua contribuição para a paz na região austral e África, independência da  Namíbia e o processo de reformas políticas e para abolição do sistema racial na África do Sul.

 
Em 21 de Março de 1995, San Nujoma, presidente da Namíbia, condecora José Eduardo dos Santos com a ordem "Welwitchia" de Primeiro Grau e recebe do seu homólogo Omar Bongo a medalha "Grande Cruz da Ordem Nacional", em 10 de Agosto, no Gabão.

 
A universidade federal do Brasil autorgou-lhe, em 18 de Agosto, título de Doutor "Honoris Causa" e de Comenda  do Visconde de  Maua, em reconhecimento a ajuda dada para a derrota do regime racista sul-africano e o sistema do apartheid.

 
Dos santos é co-fundador da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). O acto correu no Centro Cultural de Belém, Portugal, em 15 de Julho de 1996. Nesse ano é distinguido com o prémio "Galax", distinção atribuída a políticos notáveis, e com o colar da ordem de "Santiago de Espanha", entregue por Mário Soares, ex- Presidente português.


 
Pelo seu contributo na conservação da fauna angolana, recebeu a "medalha de ouro do conselho internacional de conservação da vida selvagem", em 1997.


  
A 29 de Agosto de 1998, a Universidade brasileira de Iguaçu atribuiu-lhe o título de doutor "Honoris Causa" e a de Mérito Comendador da Ordem José Bonifácio, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. 


   
Durante a Realização do IV congresso do MPLA, em 1998, confirmou-o na liderança do partido, em 1998.


José Eduardo dos santos casou-se com Ana Paula dos Santos, em 1991, com quem tem três filhos. Nos tempos livres pratica futebol, andebol e basquetebol, sabe tocar viola e tambor, prefere a música clássica. Gosta de literatura, de preferência angolana.