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23 Maio de 2012 | 14h20 - Actualizado em 23 Maio de 2012 | 14h39

Governo britânico deseja eleições com civismo e transparência em Angola

Grã-Bretanha

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Londres - O chefe do protocolo do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Grã-Bretanha, Somin Martin, afirmou nesta segunda-feira, em Londres, que o governo britânico deseja que as próximas eleições em Angola decorram com normalidade, transparência, harmonia e passividade.

"Desejamos um pleito eleitoral onde cada cidadão escolha livremente os seus dirigentes, observando, acima de tudo, o respeito à Lei e a Constituição em vigor na República de Angola", referiu.

Este pronunciamento foi feito por Somin Martin, aquando da acreditação, pela Rainha Elizabeth-II, do novo embaixador extraordinário e plenipotenciário de Angola no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, Miguel Gaspar Fernandes Neto.

Somin Martin também vice-marshal do corpo diplomático acreditado em Londres, disse que Sua Majestade a Rainha Elizabeth-II tem acompanhado a situação política de Angola, sua evolução económica e os passos que tem dado para a implementação de uma democracia multipartidária, bem como o papel preponderante que tem jogado para a pacificação da região.

O alto funcionário do ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido frisou ainda que Angola é considerada um parceiro económico fundamental a nível internacional, tendo em conta as suas potencialidades económicas e recursos naturais.

Falou do momento actual que Angola vive no quadro do desenvolvimento económico e social, tendo também realçado o papel “excelente e activo” do país ao nível das organizações regionais e internacionais.

Destacou a liderança de Angola em organismos como a SADC e a CPLP, nas quais a presidência angolana se tem revelado empenhada na resolução de questões regionais e mundiais.

Miguel Gaspar Fernandes Neto foi nomeado por despacho presidencial para substituir a embaixadora Ana Maria Teles Carreira, que ocupa as mesmas funções em Accra, República do Ghana.

O diplomata angolano exerceu já dentre outros, os cargos de chefe da missão angolana na África do Sul, Nigéria, Etiópia e junto da União Africana, e de director para a África e Médio Oriente (DAMO) do ministério angolano das Relações Exteriores.

O Reino Unido é uma união política de quatro nações constituída pela: Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e país de Gales. As dependências da Coroa das Ilhas do Canal (ou Ilhas Anglo-Normandas) e a Ilha de Man, formalmente possessões da Coroa, não fazem parte do Reino Unido, mas formam uma confederação.

Berço das instituições parlamentares modernas e da Revolução Industrial, o Reino Unido manteve, até meados deste século, um dos maiores impérios da História, que alcançava todos os continentes. Mantém hoje relações estreitas com suas ex-colónias através da Comunidade (Commonwealth) Britânica.

O país é fortemente industrializado, sendo exportador de máquinas industriais, computadores e automóveis. Integra o Grupo dos Sete Grandes (G-7) – os sete países mais ricos do mundo - destacando-se pela sólida aliança geopolítica que mantém com os

Estados Unidos.

O Reino Unido tem 14 territórios ultramarinos, todos remanescentes do Império Britânico, que no seu ápice, possuía quase um quarto da superfície terrestre mundial, fazendo desse o maior império da história.

A Rainha Elisabeth-II permanece como a Chefe da Comunidade das Nações e Chefe de Estado de cada uma das monarquias na Commonwealth.