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20 Julho de 2012 | 18h37 - Actualizado em 20 Julho de 2012 | 18h37

Presidência de Angola priorizou promoção da língua portuguesa

CPLP

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Maputo (Dos enviados especiais) – O programa da presidência de Angola na CPLP também priorizou a prossecução da dinâmica conferida pela presidência lusa no sentido da valorização, promoção e divulgação da língua portuguesa, afirmou o vice-presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos.


Na abertura da IX Cimeira da CPLP, que decorre em Maputo, Fernando da Piedade referiu que a medida teve como base o programa de acção de Brasília a respeito, a promoção, difusão e projecção da língua portuguesa.


Para a sua implementação, as estruturas executivas da CPLP conferiram ao Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), apesar de este ainda necessitar de reestruturação e de novos estatutos, a capacidade de iniciativa na concepção e gestão de projectos de promoção da língua portuguesa.


Decorrente de um entendimento entre o IILP e o secretariado executivo, a este fim ficam atribuídas as responsabilidades no domínio da acção cultural, através da direcção para a acção cultural, entretanto criada, que veio dar um novo alento à capacidade profissional do secretariado executivo na área crucial da cultura da língua portuguesa.


A título de exemplo, referiu-se a participação da presidência de Angola nas 65ª e 66ª sessões da Assembleia Geral da ONU, no âmbito do reforço da cooperação com esta organização e a visibilidade da organização naquele fórum universal, as declarações foram proferidas em português e a missão de Angola assegurou a tradução dos discursos dos oradores dos países de língua portuguesa.


“Relativamente à presença da língua portuguesa na ONU e a sua adopção como língua oficial, resta um longo e complexo caminho a percorrer, que passa necessariamente pela vontade política dos Estados membros financiarem projectos conducentes a uma presença efectiva na língua portuguesa, como língua de documentação e/ou de trabalho”, realçou.


Participam na Cimeira, além de Fernando da Piedade Dias dos Santos, o presidente interino da Guiné Bissau, Raimundo Pereira, os Presidentes de Portugal e São Tomé e Príncipe, nomeadamente, Cavaco Silva e Pinto da Costa, e o vice-presidente do Brasil, Michel Temer.


Estão igualmente presente o Presidente de Cabo Verde, Jorge Fonseca, de Timor Leste, José Maria Vasconcelos, além do anfitrião, Armando Guebuza, o Secretário Executivo da Comunidade, três observadores associados, no caso a Guiné Equatorial, Maurícias e Senegal, bem como convidados.


A sessão de abertura registou igualmente intervenções do presidente da Assembleia Parlamentar da CPLP, Fernando La Sama de Araújo, do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e do director-geral da FAO, José Graziano da Silva.


A Cimeira, a terminar ainda hoje, deverá proceder a aprovação do relatório do director do Instituto internacional de Língua Portuguesa e o pedido de adesão da Guiné Equatorial a membro de pleno direito da CPLP.


Vai aprovar a “Declaração de Maputo”, a declaração sobre a “CPLP e os desafios da segurança alimentar e nutricional”, bem como render homenagens aos Presidentes Aristides Pereira, Malan Bacai Sanhã, e ao presidente e proclamador Francisco
Xavier do Amaral.


A CPLP, fundada a 16 anos, é integrada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.


Nesta Cimeira, a República de Moçambique vai receber de Angola a presidência rotativa da organização, devendo assumi-la por um período ininterrupto, salvo situações extremas, de dois anos.